Empreendedor gasta quase 3 meses por ano em tarefas burocráticas
Quadro é ainda mais exigente para os pequenos varejistas, que gastam 11 horas semanais com burocracia, segundo levantamento encomendado pelo Nubank
Por Broadcast
08/10/2026 | 12h22Adobe Stock
Pequenos empreendedores brasileiros enfrentam grandes desafios devido à burocracia, dedicando em média nove horas semanais a tarefas administrativas, o que representa quase três meses de trabalho sem vendas. Essa carga excessiva impede que 85% dos empresários realizem atividades estratégicas, impactando negativamente a lucratividade de seus negócios.
A pesquisa revelou que obrigações fiscais e tributárias consomem a maior parte do tempo dos empreendedores, com 43% deles dedicando-se a essas atividades. Além disso, a maioria dos empresários ainda recorre a métodos tradicionais para gerenciar suas finanças, como planilhas e anotações manuais.
Em resposta aos desafios identificados, o Nu Empresas está expandindo a funcionalidade de limite transacional, permitindo que os donos de contas PJ tenham maior controle sobre as movimentações financeiras de seus funcionários. Com mais de 6,8 milhões de clientes, a fintech busca atender micro e pequenas empresas, promovendo ferramentas que facilitem a gestão financeira.
São Paulo - O pequeno empreendedor brasileiro costuma abrir o negócio para conquistar independência e autonomia financeira, mas enfrenta um desafio central: a burocracia. A conclusão reflete os resultados de uma pesquisa conduzida pela Bridge Research, encomendada pelo Nu Empresas, a conta digital do Nubank para o cliente pessoa jurídica (PJ).
Segundo o levantamento, os empreendedores dedicam, em média, nove horas por semana a tarefas burocráticas e financeiras, como pagamentos, cobranças e conciliação. O período representa 468 horas por ano, o equivalente a quase três de meses de expediente sem gerar uma única venda.
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O quadro é ainda mais exigente para os pequenos varejistas, que gastam 11 horas semanais com burocracia, quase trêses meses e meio. Em micro e pequenas empresas, o tempo é de 10 horas semanais e, para o microempreendedor individual (MEI), 8 horas.
Atividades operacionais importantes tendem a consumir parte do expediente dos entrevistados. Obrigações fiscais e tributárias absorvem tempo de 43% dos pequenos empresários, seguidas de controle de entradas e saídas (41%), emissão de notas fiscais (40%) e conciliação dos recebimentos (30%). Com isso, 85% afirmam ter deixado de fazer trabalhos estratégicos por estarem sobrecarregados, enquanto 68% reconhecem que o negócio seria mais lucrativo com menos burocracia.
"O mundo financeiro é um emaranhado de conceitos a serem entendidos e isso causa uma ansiedade entre empreendedores", afirmou o vice-presidente de Nu Empresas, Maximiliano Damian, em evento para apresentar a pesquisa. "Quanto mais simplificarmos e diminuirmos a burocracia, melhor é chance do negócio prosperar", diz.
A inteligência artificial surge como uma ferramenta que pode otimizar esses processos, mas a maioria dos empreendedores concentram a ferramenta na comunicação com clientes. Segundo a sondagem, 68% dos donos de empresas recorrem à IA para redigir textos e 63% para produzir imagens e vídeos, enquanto apenas 30% a utiliza para tarefas financeiras ou administrativas. Mais da metade gerencia o fluxo de caixa em planilhas, e 23% utilizam anotações manuais em papel e caderneta.
A pesquisa ouviu 1,2 mil donos de pequenos negócios em todo o Brasil, entre clientes e não clientes do Nubank, em julho deste ano.
Limite transacional
Diante dos achados da pesquisa, o Nu Empresas está expandido para toda a base elegível a funcionalidade de limite transacional que permite aos donos de contas PJ definir quanto cada funcionário pode movimentar. Os responsáveis passam a ter mais controle ao delegar atividades como pagamentos e transferência.
O Nubank tem hoje mais de 6,8 milhões de clientes pessoa jurídica, a maior base de CNPJs entre instituições financeiras no Brasil. Como mostrou reportagem da Broadcast em julho, a fintech tem trabalhado para crescer além de MEIs e mira micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
Entre as ferramentas mais utilizadas, 77% usam a Caixinha para um objetivo - 63% para planejamento e 18% para rotina financeira, como fluxo de caixa, capital de giro e pagamentos.
(Por André Marinho)
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