Estresse financeiro aumenta risco cardiovascular, alerta psiquiatra
Fabiana Holtz/Viva
São Paulo - O estresse financeiro na vida adulta compromete severamente a saúde física e mental e ter consciência de como lidar com isso pode ter um impacto libertador para muitos, segundo o médico psiquiatra Pedro Shiozawa, do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP).
No painel 'Longevidade: viver 100 anos exige um novo modelo de educação financeira', realizado durante o '3º Encontro de Educação Financeira', que acontece nesta sexta-feira em São Paulo, Shiozawa fez uma reflexão sobre como viver mais transforma a relação com o trabalho, o planejamento financeiro, a aposentadoria e a saúde mental.
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Ao longo de sua apresentação, o psiquiatra defendeu que é necessário repensar o papel da educação financeira como um processo contínuo, que acompanha escolhas, transições e desafios ao longo de toda a vida.
"Agora vivemos mais, trabalhamos mais e precisamos saber mais para viver melhor, estimulando todas as áreas do cérebro", afirmou, citando a gestão financeira como um desses pilares da longevidade, ao lado da educação continuada, hobbys e gestão de tempo. Nesse sentido, o médico considera que o papel da educação financeira é transformador, embora incipiente no Brasil.
Não tive educação financeira do jardim da infância ao pós-doc. Deixamos de investir em coisas que nos fazem bem porque a sociedade não se organizou para isso".
Finanças x saúde
Segundo ele, o letramento financeiro é um preditor importante de saúde, pois são fatores que estão associados. "Quanto mais letramento maior é a longevidade financeira. O estresse financeiro na vida adulta tardia, inclusive, pode aumentar risco de doença cardiovascular e mortalidade", alerta.
Para o médico psiquiatra é preciso mudar antes de infartar. Segundo o médico, estamos exaustos e conectados, o que faz com que a gente aprenda cada vez menos.
A sobrecarga mental induz a mais erros. Performance não é resultado de boa vontade, de disposição", pontua. É preciso falar isso mais cedo, não depois que deu errado.
O especialista conversou com o público sobre finanças e saúde mental durante o '3º Encontro de Educação Financeira', realizado na Unibes Cultural em São Paulo. A iniciativa reuniu a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Banco Central (BC), B3, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fundo Garantidor de Crédito (FGC), Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar) e Sebrae.
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