Estudo mostra que formação superior antecipa renda em 15 anos
Segundo pesquisa, profissional com ensino médio leva em média 15 anos para alcançar salário já obtido por trabalhadores com ensino superior
Por Broadcast
13/10/2025 | 09h42Envato
São Paulo, 13/10/2025 - Levantamento feito pelo Unico Skill, plataforma que conecta empresas e trabalhadores a diversas instituições de ensino, mostra que um profissional com apenas o ensino médio leva cerca de 15 anos para alcançar o salário já obtido por trabalhadores com ensino superior.
A projeção considera o aumento médio do salário mínimo nos últimos dez anos (6,35% por ano) e as rendas atuais dos profissionais com ensino médio (R$ 2.509) e com ensino superior (R$ 6.522). O resultado mostra que a graduação antecipa em uma década e meia o patamar de renda do trabalhador.
No caso de quem não tem instrução formal (R$ 1.662), seriam 22 anos até alcançar o salário atual de quem passou por alguma faculdade. “Os números comprovam que a educação continua sendo o meio mais efetivo para o brasileiro conseguir melhorar sua renda”, destaca Isabela Melnechuky Cavalcanti de Albuquerque, pesquisadora líder de projetos estratégicos do Unico Skill.
Salto no salário
O salário de trabalhadores com ensino médio é 14,6% superior ao dos que têm apenas o ensino fundamental. Já do ensino médio para o superior, a renda tem um salto de 159,9%, mostrando que quem conseguiu terminar a faculdade ganha mais do que o dobro do que os brasileiros que pararam no ensino médio. Na comparação com quem não tem instrução formal, o trabalhador graduado ganha quase quatro vezes mais.
“Quanto mais o profissional se qualifica, mais ele passa a fazer parte de um grupo restrito e mais disputado no mercado de trabalho. E o mais interessante é que essa valorização acontece mesmo antes da pessoa receber o diploma”, comenta Isabela.
Além dos ganhos de renda, o levantamento mostra que a chance de um profissional com ensino superior completo permanecer desempregado é menos da metade da de quem concluiu apenas o ensino médio (3,5% contra 8%). Em relação àqueles que não terminaram o ensino fundamental, chega a ser seis vezes menor: 3,5% contra 21,1%.
Ao observar que está cada vez mais difícil encontrar trabalhadores com as habilidades necessárias, Isabela ressalta que as empresas vêm investindo mais na educação de seus funcionários. “Isso é uma ótima notícia para esses profissionais e para a economia como um todo porque essa capacitação em massa, além de elevar o nível da força de trabalho, tem o potencial de aumentar a renda média do brasileiro, impulsionando o consumo interno e acelerando o crescimento econômico”, observa a pesquisadora.
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