São Paulo, 10/07/2025 - A participação de influenciadores e trends (vídeos que viralizam e se transformam em tendência) nas
decisões de consumo do brasileiro tem se tornado cada vez mais decisiva, segundo o Relatório Varejo 2025, produzido pela Adyen, provedora de tecnologia de pagamentos para grandes empresas. No Brasil, entre os consumidores que utilizam as redes sociais, 70% disseram realizar até
cinco compras por mês e 39% gastam até R$ 300 por transação.
Realizada entre os meses de fevereiro e março, os pesquisadores ouviram mais de 41 mil consumidores e 14 mil varejistas, em 28 países. No Brasil, participaram 2 mil consumidores e 500 empresas.
Millenials e Geração X
No recorte por idade, combinados os Millennials (com idades de 28 a 43 anos) e a Geração X (de 44 a 59 anos) representam 65% dos consumidores digitais. Desse universo, 71% dizem fazer até cinco compras no mês.
No outro extremo, somente 10% dos Baby Boomers (acima de 60 anos) dizem realizar compras via redes sociais, mas curiosamente apresentam a maior taxa de recorrência, com 82% fazendo até cinco compras por mês.
Entre os mais novos da Geração Z (de 18 a 27 anos), apenas 24% deles dizem consumir nas redes, e 67% assumem que fazem até cinco compras por mês.
O levantamento detectou que 51% dos entrevistados são mais propensos a comprar ao ver amigos, influenciadores ou celebridades utilizando ou recomendando produtos na internet. Além disso, dos consumidores ouvidos, 55% já utiliza as redes sociais como canal de compras e 37% admite que a possibilidade de comprar um produto é maior se o mesmo estiver em alta nas redes sociais.
Movimentos globais
A influência do mercado internacional na decisão de compra se mostra marcante, de acordo com os dados compilados pela Adyen, sendo que mais da metade (51%) dos consumidores está disposta a adquirir produtos de outros países. E o principal fator apontado para isso são movimentos globais como o de cosméticos da Coreia e o da moda no Japão.
De acordo com Renato Migliacci, vice-presidente de vendas da Adyen Brasil, vivemos a era da influência no consumo. "As redes sociais transformaram o ‘descobrir’ em ‘comprar’ e funcionam como vitrines digitais", afirma.