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Importação de canetas emagrecedoras já supera itens como salmão e smartphones

Reprodução / Novo Nordisk

Linha de produção da farmacêutica Novo Nordisk, da Dinamarca, país que responde por 44% das importações brasileiras do produto - Reprodução / Novo Nordisk
Linha de produção da farmacêutica Novo Nordisk, da Dinamarca, país que responde por 44% das importações brasileiras do produto
Por Fabiana Holtz

20/01/2026 | 18h59 ● Atualizado | 19h30

São Paulo, 20/01/2026 - A importação de medicamentos injetáveis para emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro, somou US$ 1,669 bilhão (aproximadamente R$ 9 bilhões) em 2025, indicando uma disparada de 88% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento. Em nota, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) aponta que a demanda pelo produto já supera a compra de itens tradicionalmente presentes na balança comercial brasileira, como salmão, smartphones e azeite de oliva. 
Fonte de 44% das importações brasileiras referentes a esse produto, a Dinamarca, base da farmacêutica Novo Nordisk, se mantém como principal fornecedora do Brasil. 
Em segundo lugar, os Estados Unidos, sede da Eli Lilly, concentram 35,6% desse mercado e vem ganhando espaço rapidamente com a forte adesão do público ao Mounjaro e a crescente protagonismo da farmacêutica americana.
E a quebra da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, reforça as perspectivas de contínua expansão desse mercado no curto prazo, afirma o CFF, em meio a esperada redução de custos advinda do movimento.

Liraglutida

No início de agosto do ano passado, as primeiras canetas de liraglutida produzidas integralmente no Brasil começaram a chegar aos depósitos das maiores redes de farmácias do país. As vendas foram iniciadas pela EMS, maior laboratório farmacêutico nacional. Assim como a semaglutida presente no Ozempic, a liraglutida atua no controle da glicemia e na redução de peso, sendo uma opção terapêutica de eficácia comprovada para pacientes com essas condições.
Leia também: Canetas emagrecedoras: OMS emite 1ª diretriz para uso em adultos
Batizados de Olire e Lirux, os novos medicamentos são baseados na liraglutida, substância da classe dos análogos do GLP-1, que exerce ação direta no pâncreas. Sua principal função é estimular a liberação de insulina, hormônio responsável por regular os níveis de açúcar no sangue, especialmente após as refeições.
Na ocasião, a EMS informou que nesta primeira fase seriam disponibilizadas 100 mil unidades de Olire, voltado ao tratamento da obesidade, e 50 mil unidades de Lirux, indicado para diabetes tipo 2. 

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