Lula anuncia mais R$ 20 bilhões em recursos para o Minha Casa Minha Vida
Ricardo Stuckert/PR
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu ministros e representantes do setor de construção civil nesta quarta-feira, 15, no Palácio do Planalto, para anunciar novas medidas para o setor. O principal anúncio foi o aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida. Com isso, o orçamento do programa de habitação vai a R$ 200 bilhões, anunciou o ministro.
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, fez uma apresentação com uma série de mudanças que já haviam sido aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
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O ministro confirmou o aumento do teto para aquisição dos imóveis na Faixa 3 e na modalidade Classe Média do programa habitacional. O Faixa 3 contemplará imóveis de até R$ 400 mil e o Classe Média, até R$ 600 mil.
Os limites de renda para as diferentes faixas também foram ajustados. Agora, a Faixa 1 será para quem tem renda de até R$ 3.200 (com juros de 4% a 4,5%). A Faixa 2, para quem ganha de R$ 3.201 a R$ 5.000 (com juros de 4,75% a 5,5%). A Faixa 3, de R$ 5.001 a R$ 9.600 (com juros de 6,5% a 7,66%). O Classe Média, até R$ 13.000 (com juros de 10%).
Vladimir Lima reforçou uma promessa que já vinha sendo feita pelo ex-ministro Jader Filho de entregar, até dezembro de 2026, 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida.
Reforma Casa Brasil
O ministro das Cidades também anunciou mudanças no Reforma Casa Brasil, programa lançado no ano passado para impulsionar os empréstimos para reformas.
O público foi ampliado: agora, poderão ter direito às linhas de crédito quem ganhar até R$ 13.000 (seguindo a lógica do Minha Casa, Minha Vida), e não o limite de R$ 9.600.
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Os juros do Reforma Casa Brasil também serão reduzidos. Para quem ganha até R$ 3.200, público do Faixa 1 no MCMV, os juros passarão de 1,17% ao mês para 0,99%. Para quem ganha mais de R$ 3.200, os juros passarão de 1,95% para 0,99% ao mês. A amortização passou a ter um prazo de 72 meses (antes eram 60).
O ticket máximo também foi elevado, de R$ 30 mil para R$ 50 mil, seguindo o aumento da renda máxima. O FGHab (Fundo Garantidor de Habitação Popular) será o garantidor de todos os financiamentos.
O governo conta com esses estímulos como uma forma de impulsionar a economia. Segundo apresentação feita pelo ministro das Cidades, o setor de construção civil conta com 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O rendimento desses trabalhadores cresceu 6% acima da inflação em 2026, segundo o governo, e mais da metade dos lançamentos atualmente são do MCMV.
(Por Gabriel Hirabahasi)
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