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O que é a 'Super Quarta' e como isso mexe com os investimentos?

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A taxa Selic influencia empréstimos, financiamentos, investimentos e até o crescimento da economia - Envato
A taxa Selic influencia empréstimos, financiamentos, investimentos e até o crescimento da economia
Por Pedro Marques

28/01/2026 | 11h11

São Paulo, 28/01/2026 - Para o mercado financeiro, esta quarta-feira, 28, também é conhecida como uma "Super Quarta". A data recebe esse nome quando tanto o banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), e o Banco Central do Brasil (BC) anunciam no mesmo dia suas decisões sobre a taxa de juros básica dos dois países.

No Brasil, a taxa básica de juros também é chamada de Selic. Ela serve como principal referência para todas as outras taxas de juros do País, influenciando empréstimos, financiamentos, investimentos e até o crescimento da economia.

Leia também: Como deixar as contas no azul com a taxa de juros ainda alta

As decisões sobre juros nos EUA e no Brasil são capazes de influenciar o mercado financeiro em poucos minutos. Cortes ou aumentos nessas taxas podem impactar nos valores das ações de empresas, títulos da dívida pública e na taxa de câmbio do dólar.

O que acontece em uma 'Super Quarta'?

O Fed costuma anunciar por volta das 16h decisões sobre a taxa básica de juros dos EUA — isso influencia o custo do dinheiro no mundo todo. Por exemplo, se os juros norte-americanos estão baixos, os investidores procuram outros mercados com taxas mais elevadas e que oferecem melhores rendimentos. Em seguida, um representante do Fed, geralmente o presidente da instituição, vai a público explicar a decisão à população.

O Banco Central do Brasil, por sua vez, faz seu anúncio após às 18h, horário de fechamento do mercado financeiro. A decisão é tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que também emite um comunicado justificando sua decisão.

Os comunicados e coletivas sinalizam os próximos passos da política monetária dos respectivos países.

Leia também: Empresas ganham tempo para decidir sobre distribuição de dividendos

Os bancos centrais costumam decidir por cortes nas taxas de juros para estimular a economia: taxas mais baixas fazem com que os empréstimos fiquem mais baratos e estimulam o consumo e investimentos, o que, por consequência, incentivam a atividade econômica.

Na contramão, as taxas de juros são elevadas quando a economia de um país encontra-se muito aquecida. Nesse caso, a medida é usada para conter a inflação, já que a os preços tendem a subir quando há maior demanda por bens e serviços pela população. Juros mais altos tornam os empréstimos mais caros, desestimulando o consumo de bens e serviços e o investimento das companhias.

Como isso afeta os investimentos no Brasil

Resumidamente, juros mais altos tendem a pressionar ações das empresas listadas na B3, a Bolsa de Valores, porque torna mais difícil que essas companhias obtenham empréstimos para expandir suas atividades. Por outro lado, quedas de juros costumam favorecer essas empresas.

No câmbio, se os juros norte-americanos sobem ou permanecem altos, investidores tendem a retirar suas aplicações em mercados emergentes, como o Brasil, e transferir seus recursos para os EUA, levando à valorização do dólar.

Quando os juros norte-americanos caem, os investidores procuram opções mais rentáveis. Atualmente, o Brasil é uma delas, já que a taxa Selic no Páis encontra-se em 15% e deve permanecer em patamar elevado por mais algum tempo. Isso faz com que o dólar fique mais barato no País.

A expectativa de alta da Selic, por sua vez, favorece títulos que tem suas taxas de retorno pós-fixados e que acompanham a variação dos juros. Já a expectativa de queda beneficia títulos prefixados e ligados ao IPCA (índice de inflação), pois garante que a taxa de retorno não será influenciada por mudanças na Selic.

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