Passagem aérea doméstica recua em julho; movimento de passageiros cresce
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Brasília - Mesmo com a alta de 35% no preço do querosene de aviação (QAV), a tarifa aérea doméstica recuou 5,2% em julho de 2026 quando comparada ao mesmo período do ano anterior, segundo a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Em relação a junho, houve alta de 6,4%, ante uma queda de 13,6% do querosene.
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Na comparação com julho de 2024, a tarifa média registrou alta de 1,1%, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo a autarquia.
O cálculo da Anac considera apenas o valor pago pelo transporte aéreo, sem incluir taxas de embarque e serviços adicionais, como despacho de bagagem e marcação de assentos. Também ficam de fora passagens emitidas com milhas, tarifas corporativas e bilhetes destinados a funcionários das companhias aéreas. Foram considerados os valores praticados pela Latam, Azul e Gol.
Movimento acompanhou crescimento
A Anac também informou que o setor aéreo brasileiro movimentou 11,9 milhões de passageiros em julho. Desse total, 9,2 milhões viajaram em voos domésticos, alta de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto 2,7 milhões de passageiros foram de voos internacionais, uma alta de 4,2%.
A demanda por passagens cresceu 3,5% no mercado doméstico e 4,4% no internacional, segundo a análise da reguladora sobre a relação de passageiros por quilômetro transportado.
No segmento de cargas, a movimentação somou 123,8 mil toneladas em julho, crescimento de 7,3% na comparação anual.
(Por João Caires)
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