Volume de passageiros de avião é recorde no primeiro semestre de 2026
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Brasília - A movimentação de passageiros em voos domésticos no Brasil caiu 1,2% em junho na comparação com o mesmo mês de 2025, para 8,1 milhões de viajantes, interrompendo o ritmo de crescimento observado ao longo do primeiro semestre, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Apesar da retração no mês no mercado doméstico, o setor como um todo registrou o melhor resultado para um primeiro semestre desde o início da série histórica. Entre janeiro e junho, foram transportados 65,2 milhões de passageiros, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Somente em junho, considerando os mercados doméstico e internacional, a movimentação total somou 10,3 milhões de passageiros no mês. No segmento internacional, o movimento seguiu em trajetória positiva. Em junho, 2,2 milhões de passageiros utilizaram voos com origem ou destino no exterior, alta de 0,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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O Ministério de Portos e Aeroportos atribui a desaceleração do mercado doméstico ao aumento dos custos das companhias aéreas por fatores externos, com destaque para a elevação dos preços dos combustíveis, principal componente de despesas do setor. Segundo a pasta, o cenário tem reflexos sobre o valor das passagens e pode influenciar o ritmo de crescimento da demanda.
"A desaceleração observada no mercado doméstico ocorre em um contexto de aumento dos custos operacionais das companhias aéreas por fatores externos, especialmente em razão da elevação dos preços dos combustíveis, principal componente de custo do setor. Esse cenário tem reflexos sobre o valor das tarifas e pode influenciar o ritmo de crescimento da demanda", afirma em nota.
Quanto aumentou o preço das passagens?
A passagem aérea doméstica média no Brasil foi de R$ 660,5 por trecho em junho, alta de 0,3% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo a Anac. Em relação a junho de 2024, o avanço foi de 3,1%, em valores corrigidos pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No mesmo período, o preço médio do querosene de aviação (QAV) alcançou R$ 5,66 por litro, o que representa aumento de 57,6% ante junho do ano passado e de 34,1% em relação a junho de 2024.
O avanço do combustível ocorre em um contexto de maior volatilidade no mercado internacional de petróleo ao longo dos últimos meses, influenciado pelas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, no Oriente Médio. O QAV é um dos principais custos das companhias aéreas (33% dos custos) e reflete oscilações nas cotações internacionais da commodity e do câmbio.
Os dados da Anac consideram todos os bilhetes adquiridos por passageiros em voos nacionais, rota a rota. O cálculo leva em conta apenas o valor pago pelo transporte aéreo, sem incluir taxas de embarque e serviços acessórios, como despacho de bagagem e marcação de assentos.
(Por João Caires)
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