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Pix é forma de pagamento em metade das compras on-line, mas de valor menor

Marcello Casal Jr/.Agência Brasil

Usado em mais da metade das compras on-line, o Pix representa apenas 41% do volume financeiro - Marcello Casal Jr/.Agência Brasil
Usado em mais da metade das compras on-line, o Pix representa apenas 41% do volume financeiro
Por Broadcast

20/07/2026 | 20h06

São Paulo - O Pix segue em franca expansão no e-commerce brasileiro, mas ainda hesita diante das compras de maior valor. Em maio, o método respondeu por 50,2% dos pedidos concluídos nas lojas da Nuvemshop, plataforma de comércio digital com mais de 100 mil clientes no País.

No entanto, se o critério é o volume financeiro movimentado (GMV, na sigla em inglês), o Pix representa 41% do total. A diferença de quase dez pontos porcentuais revela que, em compras de maior valor, sobretudo de bens duráveis, o parcelamento ainda pesa mais que a instantaneidade.

Em maio, o crescimento que levou o método de pagamento a conquistar essa fatia foi impulsionado pelo Dia das Mães, indica a Nuvemshop. A leitura é de que compras espontâneas, típicas de datas sazonais, favorecem meios de pagamento com confirmação imediata. Já em junho, no Dia dos Namorados, a participação do Pix saltou de 46% para 50%

Na comparação anual, o Pix passou de 48,2% para 49,9% dos pedidos em junho. O cartão de crédito perdeu participação na comparação anual em junho, de 44,9% para 44,2%, enquanto boleto e outras modalidades permaneceram estáveis, em 5,9%.

Frete grátis no varejo digital

No varejo digital brasileiro, o frete grátis deixou de ser apenas um atrativo para conversão e passou a operar como instrumento de gestão de margem. Diante da pressão para não recorrer a descontos diretos, que corroem a rentabilidade sem necessariamente aumentar o volume vendido, lojistas passaram a condicionar o benefício a um valor mínimo de compra, incentivando o consumidor a completar o carrinho até atingir esse limite.

A estratégia se mostrou eficaz: pedidos beneficiados por frete grátis registraram, em abril, tíquete médio de R$ 418,80, valor 65% superior aos R$ 253,90 apurados em compras sem qualquer tipo de incentivo, segundo a Nuvemshop.

O movimento é mais evidente entre marcas que atuam no modelo direct-to-consumer (D2C), que costumam ter maior controle sobre a régua de relacionamento com o cliente e, por isso, mais liberdade para calibrar esse tipo de regra promocional.

O efeito da mudança aparece na composição da receita das lojas analisadas. Em abril, 60% do faturamento total veio de pedidos que utilizaram algum tipo de benefício promocional - não necessariamente desconto no preço, mas mecânicas como o próprio frete grátis condicionado.

(Por Aramis Merki II)

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