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Programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 2.0, pode sair esta semana

Paulo Pinto/Agência Brasil

Ministro Dario Durigan pretende levar proposta a Lula nesta terça-feira, 28 - Paulo Pinto/Agência Brasil
Ministro Dario Durigan pretende levar proposta a Lula nesta terça-feira, 28
Por Broadcast

27/04/2026 | 16h51 ● Atualizado | 17h22

São Paulo - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse hoje que o programa de renegociação de dívidas, que está sendo chamado informalmente de Desenrola 2.0, será levado nesta terça-feira, 28, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para anúncio ainda nesta semana. Após alinhamento final do programa em reunião com presidentes dos bancos, o ministro adiantou que haverá descontos de até 90% nas renegociações, assim como a possibilidade do uso do FGTS para quitação das dívidas.

Durigan também afirmou que foram acertados com os bancos os prazos das dívidas a serem renegociadas, mas preferiu deixar os detalhes sobre o funcionamento do programa após a validação pelo presidente Lula.

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"Passamos em revista todos os pontos do programa. A área técnica me acompanhou, trouxe a sua perspectiva, e os bancos também. Eu arbitrei os pontos finais e vou levar ao presidente amanhã, para que o presidente, nos próximos dias, anuncie esse programa", disse Durigan em entrevista coletiva a jornalistas no gabinete do ministério da Fazenda em São Paulo.

Antes da entrevista, ele se reuniu com os CEOs de Itaú Unibanco, Santander, BTG Pactual, Bradesco e Nu Pagamentos, além do presidente da Febraban, Isaac Sidney.

Eu diria que chegamos a um bom consenso técnico em todos os pontos, e estou pronto para levar ao presidente. Voltando para Brasília amanhã, falo com o presidente, para que o anúncio seja feito possivelmente ainda esta semana”, disse.

Conforme o ministro, o programa estará operacional e disponível para a população assim que for anunciado por Lula. Haverá um prazo de duração, mas Durigan não adiantou qual. Ele também informou que haverá aporte do Fundo de Garantia de Operações (FGO), que tem como objetivo assegurar uma parte do risco dos empréstimos e financiamentos concedidos.

Adesão e público-alvo

O governo espera a adesão de "dezenas de milhões de pessoas" ao programa. Conforme Durigan, houve compromisso dos bancos não só com a oferta de crédito, mas também com a educação financeira.

Haverá restrições, por exemplo, para a realização de apostas pelos beneficiários do programa. Famílias endividadas receberão um chamado para que procurem os bancos e façam a renegociação. 

O público-alvo serão pessoas com dívidas em três modalidades de crédito: cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial, em que as taxas de juros variam entre 6% e 10% ao mês. Segundo o ministro, o programa vai permitir que as famílias "se desenrolem" e ganhem fôlego financeiro

(Por Eduardo Laguna e Francisco Carlos de Assis)

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