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Varejo tem pior junho desde 2020, apesar da Copa e festas juninas

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Vendas registraram uma queda de 2,8% em comparação a junho de 2025 - Adobe Stock
Vendas registraram uma queda de 2,8% em comparação a junho de 2025
Por Broadcast

08/07/2026 | 20h41

São Paulo - As vendas do varejo brasileiro não atingiram as expectativas de crescimento impulsionadas pela Copa do Mundo e pelas festas juninas. Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), o setor teve seu pior desempenho para o mês de junho desde 2020, período marcado pelo fechamento de lojas devido à pandemia.

Em junho, as vendas registraram uma queda de 2,8% em comparação com o mesmo mês de 2025, já descontando a inflação. Essa não foi uma queda isolada, pois em maio, a diminuição nas vendas já havia sido de 3,4%, também o pior resultado para o mês desde 2020.

Analisando o primeiro semestre como um todo, o comércio acumulou uma perda de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse número mostra uma piora no cenário, já que no primeiro semestre de 2025, a queda havia sido menor, de 0,7%.

Para Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, os dados do semestre indicam uma diminuição no poder de compra da população.

Isso mostra que a renda do brasileiro está pressionada pela inflação e os efeitos são sentidos pelo varejo", explica.

Setor de serviços em baixa

Dentre os diferentes setores do varejo, o de serviços foi o que apresentou o pior resultado em junho, com uma queda de 9,1%. Já a venda de bens duráveis e semiduráveis, como eletrodomésticos e roupas, caiu 3,4%. Por outro lado, o setor de bens não duráveis, que inclui produtos essenciais como alimentos, teve uma queda bem menor, de apenas 0,1%.

"Itens essenciais apresentam maior resiliência, enquanto categorias mais discricionárias, especialmente ligadas a serviços, lazer e mobilidade, seguem mais sensíveis ao orçamento das famílias”, destaca Alves.

No que diz respeito aos canais de venda, as compras online apresentaram um crescimento de 9,2% no mês passado, sem descontar a inflação. Já as lojas físicas tiveram um aumento bem mais modesto, de 1,0%, também em valores nominais.

(Por André Marinho)

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