IBGE: varejo cresce 1,2% no 1º trimestre e setor atinge recorde em março
Paulo Pinto/Fotos Públicas
Rio - As vendas do comércio varejista cresceram 1,2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço foi o mais acentuado desde o segundo trimestre de 2024, quando houve alta de 1,4%.
No varejo ampliado — que inclui as atividades de veículos, material de construção e atacado alimentício — as vendas aumentaram 1,3% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o trimestre imediatamente anterior.
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Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, as vendas do varejo expandiram 2,4% no primeiro trimestre de 2026. Já o varejo ampliado registrou alta de 1,9% no período.
Recorde em março
Os dados do mês de março mostram que, após alta de 0,5% no volume vendido em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal, o varejo passou a operar em novo patamar recorde na série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, iniciada em 2000, informou o IBGE.
O varejo ampliado, que cresceu 0,3% em março ante fevereiro, também passou a operar em novo pico histórico.
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Na comparação com março de 2025, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,0%. No varejo ampliado, o avanço foi de 6,5% no mesmo intervalo.
No acumulado do ano, o varejo restrito registrou crescimento de 2,4%. Em 12 meses, houve alta de 1,8%, ante avanço de 1,5% até fevereiro. O varejo ampliado acumulou alta de 1,9% no ano e, em 12 meses, registrou crescimento de 0,2%, após recuo de 0,4% até fevereiro.
Desempenho por atividade
Em março, na comparação com o mesmo mês de 2025, todas as oito atividades do varejo registraram alta nas vendas.
Entre os destaques, Combustíveis e lubrificantes avançaram 7,6%; Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, 0,9%; Tecidos, vestuário e calçados, 2,9%; Móveis e eletrodomésticos, 6,8%; Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, 7,1%; Livros, jornais, revistas e papelaria, 10,2%; Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, 22,5%; e Outros artigos de uso pessoal e doméstico, 11,1%.
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No varejo ampliado, ainda na comparação interanual, o segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou alta de 12,6%; Material de construção, 8,1%; e Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, 8,7%.
Já na comparação entre março e fevereiro, cinco das oito atividades do varejo apresentaram crescimento. Combustíveis e lubrificantes avançaram 2,9%; Livros, jornais, revistas e papelaria, 0,7%; Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, 5,7%; e Outros artigos de uso pessoal e doméstico, 2,9%. Artigos farmacêuticos tiveram alta de 0,1%.
No mesmo período, Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo recuaram 1,4%; Móveis e eletrodomésticos caíram 0,9%; e Tecidos, vestuário e calçados ficaram estáveis.
No varejo ampliado, também na comparação mensal, Veículos, motos, partes e peças registraram queda de 0,6%, enquanto Material de construção subiu 1,6%.
Com a reformulação periódica da pesquisa, o desempenho do varejo ampliado com ajuste sazonal passou a incluir os dados do atacado alimentício, nova atividade investigada.
O IBGE informou que ainda não há divulgação de dados individuais para o segmento na série com ajuste sazonal, pois é necessária uma série histórica mais longa para base consistente nas divulgações ajustadas.
(Por Daniela Amorim)
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