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Copa ganha agora prorrogação e pênaltis: relembre momentos extras da seleção

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Goleiro Alisson treina no CT do Red Bull nos Estados Unidos - CBF
Goleiro Alisson treina no CT do Red Bull nos Estados Unidos
Por Robson Morelli

27/06/2026 | 18h57

Nova York - Dois fantasmas dão as caras na próxima fase da Copa do Mundo. Um deles é a prorrogação de mais 30 minutos, com dois tempos de 15, em caso de empate no tempo normal. O calor dos Estados Unidos e o desgaste físico dos atletas por causa da intensidade das partidas e do fim da temporada na Europa potencializam o problema.

Um exemplo claro desse cenário é a decisão de Carlo Ancelotti sobre o que fazer com Neymar, por exemplo. Imagina-se que o atacante aguente jogar 30 minutos, de modo que se ele entrar no segundo tempo do jogo contra o Japão, não terá pernas para jogar bem na prorrogação, caso a seleção precise dela em Houston.

O mesmo vale para os jogadores mais desgastados do Mundial e também os mais velhos. Eles vão precisar encontrar caminhos para superar esse “novo rival” nas eliminatórias da Copa.

O Brasil empatou com Marrocos na estreia. Se fosse no mata-mata, o time de Ancelotti precisaria dos 30 minutos extras.

Os treinadores deverão se valer mais do banco de reservas nas partidas de agora em diante. Eles também passam a ganhar uma troca a mais na partida. A Fifa tem como regra que as seleções aumentem de cinco para seis as alterações dos jogos com a prorrogação. É uma forma de minimizar o problema dos técnicos.

Brasil já sorriu e chorou nos pênaltis

O outro fantasma do Mundial a partir da segunda fase é a decisão por pênaltis. Em caso de empates no tempo normal e na prorrogação, a vaga será decidida nas cobranças dos tiros livres, com cinco chutes de cada lado e depois um a um até que saia um vencedor.

O Brasil já se classificou e também já foi eliminado nos pênaltis. É sempre um trauma para quem fracassa. A seleção decidiu o seu destino na marca da cal em quatro Copas do Mundo. Em apenas uma delas, o time se deu bem. A primeira delas foi em 1986, no México, quando o Brasil caiu diante da França, de Michel Platini, após duas cobranças desperdiçadas: de Sócrates e Júlio César. Naquela partida, no tempo normal, Zico também errou um pênalti em favor do Brasil, que Bats defendeu.

Zico afirmou recentemente ter se arrependido de jogar aquele Mundial sem condições físicas e clínicas adequadas por causa do seu joelho.

Taffarel garantiu o tetra em 1994

Em 1994, pela primeira vez na história, uma Copa foi decidida nos pênaltis. Brasil e Itália empataram no “jogo jogado” e decidiram nos tiros livres. Márcio Santos errou a sua cobrança, mas os italianos erraram mais vezes. Taffarel garantiu o tetra nos chutes diretos. O italiano Roberto Baggio, como conta a história, mandou a sua cobrança para bem longe. O Brasil se sagrou campeão pela quarta vez em sua história.

A decisão de pênaltis também quase tirou a seleção da Copa em 2014, diante do Chile, no primeiro mata-mata da competição sediada no Brasil. William e Hulk erraram suas cobranças. Mesmo assim, o time de Felipão avançou porque os chilenos também erraram mais.

No Catar, em 2022, com erros de Rodrygo e Marquinhos, o Brasil foi eliminado pela Croácia após empatar o jogo por 1 a 1. Ou seja: os pênaltis já foram motivos de alegria, mas também de tristeza para a seleção brasileira.

Quem poderia bater pênaltis pelo Brasil?

Caso precise dos tiros livres diante do Japão, na segunda-feira, Ancelotti terá de escolher os seus batedores entre os que ainda estiverem em campo.

É sempre mais uma dificuldade. A lista larga do treinador italiano deve ter Casemiro, Bruno Guimarães, Marquinhos, Vini Jr, Paquetá, Matheus Cunha, Endrick e Neymar. E também tem o goleiro Alisson. Não para chutar, mas para defender as cobranças dos rivais. Afinal, ele é treinado por Taffarel.

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