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Dunga aponta caminhos para Ancelotti levar a seleção ao hexa: 'Ter coragem'

Divulgação / Conembol

Dunga foi técnico do Brasil na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul - Divulgação / Conembol
Dunga foi técnico do Brasil na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul
Por Robson Morelli

15/06/2026 | 18h32

Nova York - O VIVA conversou com o capitão do Brasil na conquista do tetra, em 1994, e treinador da seleção na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. Dunga tem experiência de sobra para apontar caminhos para a seleção brasileira nos Estados Unidos. Ele já esteve em cenários diferentes de um Mundial e pode ajudar. Dunga tem 62 anos. Em 1990, na Itália, o jogador foi apontado injustamente como responsável pela eliminação do Brasil diante da Argentina, de Maradona, nas oitavas de final. 

O fracasso brasileiro foi chamado de 'era Dunga'. Ele foi apontado o "vilão" daquela campanha. O time era comandado pelo técnico Sebastião Lazaroni e tinha no elenco jogadores como Taffarel, Jorginho, Branco, Mazinho, Muller, Romário, Bebeto, Renato Gaúcho... Não deu certo.

Quatro anos depois, nos Estados Unidos, Dunga estava lá novamente, mas como capitão e líder da seleção brasileira. Ele teve ao seu lado o volante Mauro Silva. O jogador comandou em campo a equipe nacional que quebrou a sequência de 24 anos sem ganhar uma Copa. Dunga ergueu o troféu ao lado de quase os mesmos jogadores de 1990.

Em 2010, já como técnico do Brasil, a seleção de Dunga fracassou diante da Holanda, com derrota por 2 a 1 nas quartas de final. Mais uma vez, o Brasil voltou mais cedo para casa. Naquele jogo, em Port Elizabeth, na África do Sul, o Brasil fez o primeiro gol, mas permitiu a virada depois da expulsão de Felipe Melo, atualmente comentarista da TV Globo.

Dunga perdeu, ganhou e perdeu de novo

Portanto, Dunga sabe o que é uma Copa do Mundo. Ele viveu a competição em cenários diferentes. Sentiu o dissabor das derrotas, mas também o gostinho doce da conquista. Ele está nos Estados Unidos e acompanhou o primeiro jogo do time de Carlo Ancelotti na competição, sábado, no empate por 1 a 1 com o Marrocos.

O treinador reconhece que há, na teoria, algumas seleções na frente do Brasil, mas não descarta o sucesso da equipe. Ele até ensina o caminho para o italiano Ancelotti.

Tem de ter coragem, trabalho e jogar futebol. Tem um adversário que também trabalhou. Contra a Itália (em 1994), nós ganhamos, mas tem de se impor nas partidas."

O treinador sabe que o Brasil ficou para trás em relação a algumas outras seleções da Copa. Ele admitiu isso ao VIVA, mas também comentou que a seleção tem jogadores capazes de mudar essa história. A própria geração de Dunga em 1990 decidiu o Mundial para o país quatro anos mais tarde.

Se a gente colocar, na teoria, os últimos resultados, é lógico que há algumas seleções na frente do Brasil. Mas se a gente colocar em termos de jogadores convocados, a gente não fica tão atrás.

Dunga nunca deixou de acreditar. Ele também aponta dois detalhes importantes para que o torcedor entenda o que é disputar uma Copa do Mundo. Diz que a Copa começa do zero para todas as seleções depois das eliminatórias. Isso quer dizer que os "perrengues" ficaram para trás para os times credenciados. Para o treinador, o Mundial deixa todos novamente no ponto de partida e quem conseguir jogar melhor vai sair na frente.

Se os nossos jogadores tiverem atitude, coragem e personalidade, o Brasil volta a ser Brasil." 

O Brasil jogou mal contra Marrocos, mas não perdeu. O empate por 1 a 1, apesar da vitória da Escócia contra o Haiti na chave, deixou o time de Ancelotti em alerta. Dunga sabe disso, assim como em uma Copa do Mundo não há margem para erros. 

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