Eliminação da Alemanha garante Brasil como único penta até a Copa de 2030
CBF
Nova York — O Brasil ainda joga a Copa do Mundo de 2026 em busca do hexa, mas já tem uma certeza para levar para casa: ninguém alcançará a seleção no topo da história por pelo menos mais quatro anos. A eliminação da Alemanha para o Paraguai nesta segunda-feira, pela segunda fase do Mundial, nos pênaltis depois de um empate por 1 a 1, garantiu o Brasil como único pentacampeão do mundo até 2030, quando a competição da Fifa completará 100 anos.
A Alemanha era a única seleção presente neste Mundial capaz de igualar o Brasil em número de títulos. Tetracampeã, assim como a Itália, que não se classificou, a equipe alemã precisava vencer o Mundial para chegar ao quinto título e dividir com a seleção brasileira o posto de maior campeã da história. Mas isso não vai acontecer. A queda nos pênaltis para o Paraguai preservou o trono do Brasil e aumentou o dia de graça dos brasileiros, afinal, é sempre bom ver a Alemanha ser eliminada de uma Copa do Mundo.
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Trata-se apenas de um dado simbólico em uma Copa que ainda está longe de terminar. Mas o Brasil continua vivo na competição, avançou no mata-mata e sonha com o sexto título, agora já garantido nas oitavas. O time de Ancelotti já deixou quatro jogos para trás. Faltam quatro, como diria Zagallo. Mas, mesmo que não conquiste o hexa, a seleção seguirá dona de uma marca que ninguém mais tem. Desde 2002, quando venceu a Alemanha na final de Yokohama, o Brasil ocupa sozinha o lugar mais alto do futebol mundial.
Brasil foi penta em cima dos alemães em 2002
A ironia é forte. O último título brasileiro veio justamente contra os alemães. Ronaldo fez os dois gols da final de 2002, quando o Brasil chegou ao penta e abriu vantagem histórica sobre os concorrentes. O Brasil foi o primeiro tri, tetra e penta. Doze anos depois, a Alemanha conquistou o seu tetra no Brasil, no mesmo Mundial em que aplicou o 7 a 1 na seleção. Parecia pronta para iniciar a perseguição definitiva. Mas parou em 2014.
Desde então, o futebol alemão perdeu força em Copas. Caiu na fase de grupos em 2018. Repetiu o fracasso em 2022. Em 2026, conseguiu voltar ao mata-mata, mas decepcionou novamente ao ser eliminada pelo Paraguai logo na segunda fase dos 16 avos, a nova antessala das oitavas. A Alemanha saiu da Copa antes de ameaçar de verdade o recorde brasileiro.
A Itália, outra tetracampeã mundial, não se classificou sequer para esta edição do Mundial. Campeã pela última vez em 2006, a Azzurra também vive um período distante do protagonismo em Copas. Assim, os dois países que poderiam olhar para o Brasil mais de perto no ranking histórico ficaram pelo caminho antes mesmo da reta decisiva.
Brasil é penta, Alemanha e Itália são tetras
O ranking segue com o Brasil no topo, com cinco títulos: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Alemanha e Itália aparecem logo atrás, com quatro. A Argentina, ainda viva na Copa, tem três e pode chegar ao tetra. A França, também na disputa, busca o terceiro título. Podem encostar, mas não alcançar.
Esse é o tamanho da vantagem construída pelo Brasil ao longo da história, com Pelé, Garrincha, Tostão, Paulo César Caju, Romário, Cafu, Ronaldo, Ronaldinho e todos os campeões mundiais. A seleção pode viver jejuns, crises, eliminações traumáticas e até períodos de contestação. Ainda assim, continua sendo a referência máxima da Copa. Nenhum país levantou a taça mais vezes do que o Brasil. Nenhum país produziu tantos campeões em eras diferentes e transformou o Mundial em parte tão profunda de sua identidade.
A eliminação alemã também muda a narrativa da própria Copa. Sem a equipe que poderia igualar o Brasil, o Mundial de 2026 não terá disputa pelo posto de maior campeão. Terá, no máximo, rivais tentando diminuir a distância. Argentina e França podem subir degraus importantes, mas o topo seguirá verde e amarelo. Para o Brasil, a notícia tem peso histórico e emocional.
A seleção ainda precisa resolver sua própria Copa, corrigir problemas, crescer no mata-mata e seguir atrás do hexa. Mas uma parte da história já está protegida. A Alemanha caiu. A Itália ficou fora. E o Brasil, aconteça o que acontecer, continuará sozinho no lugar em que está desde 2002: acima de todos na história das Copas.
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