Neymar fará novos exames na panturrilha e pode treinar na próxima semana
Reprodução / CBF
São Paulo - Há dias, Neymar parece viver uma Copa paralela. Enquanto a seleção brasileira treina, viaja, faz amistosos e se prepara para a estreia contra Marrocos, o camisa 10 segue uma rotina silenciosa entre sessões de fisioterapia, exercícios de fortalecimento e muita paciência. Longe dos gramados, ele ainda não deu um único chute na bola desde que chegou aos Estados Unidos. Nem mesmo no período em que o time ficou na Granja Comary. Neymar vive o oposto das outras três edições dos Mundiais que disputou. Ele trabalha calado.
Mas a espera pode estar perto do fim. A próxima segunda-feira será uma data importante para Neymar e também para a torcida brasileira. O atacante passará por um novo exame de imagem na panturrilha direita, lesionada ainda quando defendia o Santos. Se o resultado for positivo, ele poderá voltar a trabalhar com o restante do grupo já na próxima semana, dias antes de o Brasil estrear na competição contra Marrocos, dia 13, no MetLife.
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Foi o próprio Carlo Ancelotti quem abriu a porta para o otimismo do torcedor que espera ver Neymar em campo. O italiano já disse que confia em todos os 26 jogadores convicados e que espera se fartar de todos eles na disputa.
Por enquanto, o Brasil tem três jogos marcados na primeira fase: Marrocos, Haiti e Escócia. É provável que Neymar esteja 100% para a terceira partida.
Está fazendo um ótimo trabalho individual. Creio que vai fazer uma ressonância e, se tudo estiver bem, poderá treinar com o grupo na próxima semana", disse o técnico.
A notícia reacendeu a expectativa em torno daquele que continua sendo um dos principais nomes do futebol brasileiro. Desta vez, porém, tudo acontece de forma diferente das competição passadas. Neymar ainda é o camisa 10 e levou para os Estados Unidos toda a sua história, mas ele é reserva.
Neymar não é mais o centro das atenções
Nas Copas anteriores, o atacante era o centro das atenções desde o primeiro dia. Cercado por câmeras e brincadeiras, era impossível imaginar a seleção brasileira sem que os holofotes estivessem apontados para ele. Isso mudou sob o comando de Ancelotti. Neymar trabalha isolado na academia. Ele aparece de tênis, quando muito, para observar os companheiros, o que deve acontecer nesta sexta antes da viagem do time para Cleveland. Neymar não vai para o amistoso com o Egito.
Portanto, o cenário mudou. Neymar não participa dos trabalhos em grupo, não viajou para Cleveland, para o amistoso contra Egito no sábado, e segue concentrado exclusivamente na recuperação da panturrilha. A comissão técnica tem tratado sua situação com cautela absoluta. Não existe pressa. O objetivo é garantir que ele esteja pronto para os momentos decisivos do torneio.
Ele é o único jogador machucado no Brasil
Talvez justamente por isso a expectativa seja tão grande. Ele é o único jogador machucado da seleção brasileira. A cada boletim médico, e não são muitos, a cada atualização de Ancelotti, cresce a curiosidade sobre quando o camisa 10 voltará a vestir as chuteiras e aparecer no gramado ao lado dos companheiros. A estreia contra Marrocos ainda parece distante para ele, mas uma participação na fase de grupos continua no radar.
Há ainda outro ingrediente que ajuda a alimentar a esperança do torcedor. Ancelotti nunca demonstrou preocupação com a presença de Neymar na Copa. Pelo contrário. Desde a convocação, o treinador italiano repete que acredita na recuperação do atacante e conta com ele para a competição. Ele tratou de dizer em sua primeira entrevista que Neymar não será cortado. Fez isso porque recebeu informações de que é possível curá-lo para a disputa.
A confiança também passa pela história. Aos 34 anos, Neymar joga a quarta Copa do Mundo da carreira e já soma 13 partidas em Mundiais. Se conseguir entrar em campo nesta edição, poderá subir no ranking dos brasileiros que mais vestiram a camisa da seleção na maior competição do futebol. Mas, neste momento, os números ficam em segundo plano. Cafu tem 20 jogos em Copas, seguido por Ronaldo, com 19. Se jogar, Neymar pode ultrapassar Bebeto, com 15.
O que realmente mobiliza a torcida é a possibilidade de voltar a ver Neymar fazendo aquilo que ainda não conseguiu desde que chegou aos Estados Unidos: entrar em campo, tocar na bola e participar de um treino da seleção. Depois de semanas de espera, a volta parece estar mais próxima do que nunca.
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