Vini brilha, Matheus Cunha comanda, Neymar volta e Brasil ganha cara na Copa
CBF
Nova York - Foi a melhor atuação do Brasil até agora na Copa do Mundo, menos pela vitória por 3 a 0 sobre a fraquíssima Escócia e muito mais pela forma e movimentação de atuar da seleção. Todo mundo jogou bem. Mas dois jogadores em especial estão iluminados: Vini Jr. e Matheus Cunha.
O atacante do Real Madrid marcou dois gols e aumentou a sua conta na briga pela artilharia do Mundial. Vini tem agora quatro gols em três partidas. Ele cola em Lionel Messi e se junta aos pesos-pesados Mbappé e Haaland.
Mas o acerto do Brasil tem nome e sobrenome. Matheus Cunha resolveu dois problemas de Ancelotti. Ele faz a vez do falso 9, com gols e atuando próximo da área, mas também distribui as jogadas no meio de campo. Cunha "tomou a bola" de Paquetá e passou a organizar o setor. Matheus Cunha surfa na seleção nos Estados Unidos.
Leia também
Ele é disparado o jogador mais lúcido da seleção no meio e no ataque. Vini é um fazedor de gols e das jogadas para abrir caminhos. É a graça do time de Ancelotti. Cunha é a inteligência. Ele atua pelos dois lados do campo, embora a sua função seja mais centralizada. Em outras Copas, ele seria uma espécie de Romário e Ronaldo. O centroavante. Mas está mais para Tostão na Copa de 1970.
Sua movimentação dá opções aos companheiros. As defesas rivais não o acompanham e ele deita e rola. Matheus Cunha combina tanto com Vini quanto com Paquetá. Quando transita pela direita, também dá o ar de sua graça. É um jogador leve.
A boa vitória contra a Escócia nesta quarta-feira confirmou o Brasil em primeiro lugar de sua chave, portanto, com compromisso marcado diante do segundo colocado do Grupo F, que pode ser Holanda, Japão ou Suécia. Também manteve a delegação nos Estados Unidos e na mesma base que está em Morristown, em Nova Jersey. Portanto, nada muda na concentração da seleção até o fim.
As famílias dos jogadores agradecem porque vão continuar na cidade. Elas alugaram casas até o dia 19 de julho, data da grande final. Tudo isso corria risco caso o Brasil perdesse a primeira posição da chave.
É preciso destacar ainda alguns outros jogadores do Brasil O goleiro Alisson fez boas defesas quando exigido. Bruno Guimarães deu dois passinhos para frente em seu posicionamento de volante e voltou a ser o jogador que todos esperavam que ele fosse desde a estreia. Foi dele a jogada dentro da área para o gol de Matheus Cunha.
Teve ainda a estreia de Neymar, conforme o Viva informou dias antes. Ele atuou por 15 minutos e fez todos os movimentos de jogo. Seu condicionamento não permitiu atuar mais. Não nesta partida. Mas certamente ele terá mais tempo no primeiro mata-mata da Copa.
Foi um jogo para consagrar a seleção e o seu treinador, mas acima de tudo para reaproximar o time com o torcedor brasileiro, que pedia mudanças, apostas, juventude e, claro, Neymar. Endrick também ganhou mais alguns minutinhos, desta vez pelo lado direito. O Brasil, finalmente, ganhou uma cara.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.