Dia da Cachaça: conheça a história da bebida brasileira e aprenda 3 drinks
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São Paulo - Limão, açúcar, cachaça e bastante gelo. Essa mistura é largamente familiar no Brasil e dá forma à famosa caipirinha. Mas o segredo da singularidade desse coquetel está em um ingrediente essencialmente brasileiro: a cachaça. Considerado o primeiro destilado das Américas, a bebida é celebrada em território nacional no dia 13 de setembro e nos convida a uma breve viagem ao século XVI, quando sua produção começou a ganhar espaço no Brasil.
Destilada da cana-de-açúcar, a bebida começou a ser produzida durante o período de colonização, mas seu marco inicial é incerto e remonta a três hipóteses, em diferentes locais do litoral brasileiro.
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De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), uma primeira versão aponta para o surgimento em 1532, em São Vicente, em São Paulo. Um segundo apontamento direciona para a Ilha de Itamaracá, entre os anos de 1516 e 1526. E uma última hipótese nos leva ao litoral baiano, em Porto Seguro, no ano de 1520.
Nos engenhos de açúcar, percebeu-se que, após a fervura da garapa, também conhecida como caldo de cana, surgia uma espuma que logo fermentava e levava o nome de “cagaça”. Antes de seus efeitos serem conhecidos, esse líquido era dado aos animais. Posteriormente, passou a ser consumido também pelas pessoas escravizadas.
A Revolta da Cachaça
A popularidade da bebida, no entanto, também passou a incomodar a Coroa Portuguesa. Com a rápida disseminação da cachaça entre a população, o consumo de bebidas alcoólicas vindas de Portugal entrou em declínio, enquanto o destilado brasileiro ganhava espaço na economia colonial.
Diante desse cenário, a produção e a comercialização da bebida passaram a sofrer restrições e cobranças de altos impostos, o que alimentou a insatisfação entre produtores e comerciantes.
A tensão deu origem à Revolta da Cachaça, no Rio de Janeiro, em 1660. O movimento foi reprimido no ano seguinte, mas a produção da bebida acabou sendo liberada em 13 de setembro de 1661. Séculos depois, em 2009, o IBRAC escolheu a mesma data para celebrar o Dia Nacional da Cachaça, que passou a ser lembrado anualmente.
Aguardente ou cachaça?
Frequentemente utilizadas como sinônimos, a cachaça e a aguardente são bebidas que possuem, nas entrelinhas, especificidades que as diferenciam. Em tese, toda cachaça pode ser considerada uma aguardente, mas nem toda aguardente pode levar o título de cachaça.
Segundo a legislação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), publicada em 2022, para uma bebida ser considerada cachaça, deve ser produzida exclusivamente no Brasil, ser derivada da cana-de-açúcar e ter teor alcoólico entre 38% e 48%.
Já a aguardente é oriunda da destilação de produtos vegetais diversos, como doces, frutas, cereais ou tubérculos, sem restrição de localização para sua fabricação. Seu teor alcoólico apresenta números mais elevados e pode variar entre 38% e 54%.
3 drinks com cachaça para brindar o dia
Caipirinha de limão – receita clássica
- 1 limão
- 50 ml de cachaça
- 2 colheres (sopa) de açúcar
- Gelo em cubos (até encher o copo)
Modo de preparo: Comece higienizando o limão e retirando as duas extremidades. Corte a fruta ao meio, elimine a parte branca do centro e divida-a em pedaços menores. Em um copo baixo, coloque o limão com a polpa voltada para cima, acrescente o açúcar e macere delicadamente com um socador. Na sequência, adicione bastante gelo e a cachaça. Para finalizar, misture com uma colher longa, trazendo os ingredientes do fundo do copo até que a bebida fique bem incorporada.
Caipicana com rapadura
- 50 ml de cachaça branca
- 40 ml de caldo de cana fresco e gelado
- 2 colheres de sopa de rapadura ralada ou raspada
- 1 limão taiti
- Gelo em cubos (até encher o copo)
- 1 pedaço ou talo de cana para decorar (opcional)
Modo de preparo: Em um copo baixo, junte os pedaços de limão e a rapadura ralada e macere delicadamente, pressionando a polpa para liberar o suco e incorporar o açúcar. Acrescente o caldo de cana gelado e a cachaça, complete com gelo e mexa de baixo para cima com uma colher longa até misturar bem e resfriar a bebida. Finalize com um pedaço de cana ou algumas raspas de rapadura e sirva imediatamente.
Rabo de galo
- 50 ml de cachaça
- 25 ml de vermute tinto (rosso)
- 25 ml de Cynar (ou outro bitter)
- Gelo a gosto
- Casca de limão Taiti ou laranja para decorar
Modo de preparo: Encha um recipiente de mistura com gelo e acrescente a cachaça, o vermute tinto e o Cynar. Mexa por cerca de 15 a 20 segundos, até que a bebida esteja bem gelada e levemente diluída. Coe para um copo baixo com uma pedra grande de gelo e finalize espremendo delicadamente uma casca de limão ou laranja sobre o coquetel, usando-a também para decorar.
(por Isabelle Santana, especial para o VIVA)
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