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Jornalista eterniza memórias da avó em livro construído por quatro gerações

Divulgação/Grupo Gentecom

Bruna reuniu lembranças de filhos, netos, bisnetos, familiares e amigos - Divulgação/Grupo Gentecom
Bruna reuniu lembranças de filhos, netos, bisnetos, familiares e amigos
Por Redação Viva

13/09/2026 | 16h05

São Paulo - Memórias afetivas eternizadas em páginas. Essa é a sensação de quem se depara com a obra “O Legado do Coração”, coordenada pela escritora e jornalista Bruna Vieira. Sucesso nas plataformas digitais, o livro ganhou sua versão física no último sábado, 5, e reúne depoimentos e lembranças sobre Edith Buono Vieira, avó de Bruna, que faleceu em 2018.

As páginas se tornaram um espaço para exaltar e preservar nove décadas de histórias e ensinamentos de Edith, que marcaram quatro gerações. São lembranças de filhos, netos, bisnetos, familiares e amigos que revelam as marcas deixadas pela convivência com a matriarca da família.

“Eu queria que as pessoas que não conheceram minha avó pudessem, de alguma maneira, conhecê-la por meio de nossas lembranças. E que aqueles que conviveram com ela pudessem se reconhecer nelas”, destaca a escritora e fundadora do Grupo Gentecom.

A vida de Edith

Costureira e bordadeira, Edith era natural de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, onde cresceu após perder a mãe ainda na infância. Anos depois, mudou-se para Guará, onde se casou e construiu uma grande família.

“Na época em que morei em Guará para estudar, eu ia à casa dela para dar um oi e tomar um cafezinho. Todo ano, eu reservava alguns dias para passar as férias com a vó, e era sempre muito agradável. Ela me ensinou a bordar ponto cruz — que eu adoro fazer — e a fazer tricô; até tecemos uma blusa juntas”, diz Cinthya Vieira, uma das netas de Edith, em um trecho do livro.

Seu legado se amplia na obra por meio das diferentes vozes que foram tocadas por seu afeto e sua presença. Oito filhos, 18 netos, 13 bisnetos e inúmeros amigos transformaram a saudade e o desejo de preservar sua memória em um compilado de recordações.

“As lembranças que eu tenho da vó Edith estão profundamente ligadas aos momentos em que toda a ‘primaiada’ se reunia; meninos e meninas. Recordo como se fosse ontem do doce de cocada que ela preparava, tanto a tradicional quanto a de chocolate, e do ‘dinheirinho’ que ela às vezes nos dava”, resgata João Maurício Vieira em seu depoimento para a obra.

Além da família

A trajetória de Edith também foi marcada pela fé e pela solidariedade, com 68 anos de contribuição à Ordem Franciscana Secular. A Igreja Nossa Senhora das Graças, em Guaratinguetá, ocupou um espaço simbólico em sua vida, com participações regulares na comunidade paroquial.

Em vida, ela se dedicou para além do núcleo familiar e colocava seu ofício a serviço de quem precisava. Na igreja, sua contribuição ia da confecção de paramentos para a paróquia à produção de enxovais para famílias em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com a família, o valor arrecadado com as vendas do livro será repassado integralmente para a paróquia.

(Por Isabelle Santana, especial para o VIVA)

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