Você ainda escreve à mão? Entenda a importância desse hábito na velhice
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São Paulo – Escrever à mão perdeu espaço em uma rotina dominada por telas e comandos de voz. Seja para fazer anotações simples, planejar as tarefas do dia ou ainda confessar sentimentos, esse hábito simples não devia ser perdido na velhice. Usar papel e canetaativa áreas do cérebro relacionadas à memória, coordenação motora, criatividade e compreensão, apontam especialistas.
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No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular do ensino básico não determina explicitamente que a letra cursiva precise ser ensinada como conteúdo obrigatório, mas contempla o ensino de diferentes formas de escrita dentro do processo de alfabetização e letramento nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
“Embora o uso de dispositivos digitais faça parte da rotina escolar e profissional, a escrita cursiva e manual ainda ocupa espaço importante na educação formal, e deve ser reconhecida e valorizada como uma ferramenta importante para o desenvolvimento cognitivo, motor e acadêmico”, diz Patrícia Torres, coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick.
Na opinião de Beatriz Martins, coordenadora pedagógica do Brazilian International School (BIS), a escrita manual na alfabetização envolve coordenação motora fina, controle muscular, percepção espacial, atenção e planejamento. Ao escrever, a criança ativa simultaneamente diferentes áreas do cérebro, fortalecendo conexões neurais importantes para a aprendizagem.
A criança não apenas reconhece a letra, ela vivencia o movimento necessário para produzi-la, fortalecendo a relação entre som, símbolo e significado”, acrescenta.
Escrita à mão não deve ser abandonada
Já na vida adulta e velhice, a escrita não é mais uma ferramenta de desenvolvimento, mas uma aliada importante para produtividade, memória e saúde mental. Segundo Luísa Cassaniga, coordenadora pedagógica do colégio Progresso Bilíngue Taquaral, de Campinas, a prática melhora a retenção do conteúdo e pode até reduzir a ansiedade.
Escrever à mão ajuda o cérebro a filtrar e priorizar informações. Diferentemente da digitação, que costuma ser mais automática, a escrita manual exige síntese", disse Luísa.
Manter o hábito de escrever pode ser uma ferramenta de autocuidado e desenvolvimento pessoal. A profissional listou dicas e hábitos que ajudam a manter o cérebro ativo e ainda contribuem para mais organização e bem-estar:
- Fazer listas de compras ou tarefas no papel;
- Usar agenda ou planner para organizar compromissos;
- Escrever resumos e mapas mentais ao estudar;
- Manter um diário para registrar pensamentos e emoções;
- Escrever cartas, bilhetes ou mensagens especiais;
- Praticar lettering ou caligrafia como hobby;
- Anotar metas semanais ou mensais;
- Testar exercícios com a mão não dominante para estimular novas conexões cerebrais.
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