Anac monitora impactos a passageiros após pane em aeroportos de SP
Renato S. Cerqueira/Ato Press/Estadão Conteúdo
São Paulo - Após a normalização das operações nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, autoridades e companhias aéreas seguem avaliando os impactos da pane técnica que interrompeu o espaço aéreo da região na manhã desta quinta-feira, 9.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que monitora o atendimento aos passageiros eventualmente lesados por atrasos e cancelamentos. Segundo o diretor-presidente do órgão, Tiago Faierstein, a atuação tem como base a resolução que regula direitos e deveres de passageiros e empresas aéreas, incluindo assistência material como alimentação e acomodação.
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“Acompanhamos o desempenho operacional das empresas e dos aeroportos afetados, para avaliação de eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha”, afirmou a agência.
O protocolo de pré-crise foi acionado para estimar rotas, companhias e passageiros impactados, e não está descartada a adoção de novas medidas.
A paralisação ocorreu após a identificação de “um problema técnico” no Controle de Aproximação (APP) da região de São Paulo, responsável pelo controle do tráfego aéreo. O espaço aéreo permaneceu fechado entre cerca de 8h58 e 10h09. Há suspeita de vazamento de gás como causa da falha, mas ainda sem confirmação.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que a pasta atua em conjunto com a Anac e concessionárias para identificar os impactos na malha aérea. O caso será analisado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Força Aérea Brasileira (FAB).
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Segundo Faierstein, não há indícios de falhas estruturais no sistema. “Não há indícios de ineficiência e degradação do monitoramento da FAB. Não é resultado de falta de investimento e modernização dos serviços prestados, pelo contrário, o Brasil é referência”, afirmou. Ele acrescentou que o episódio foi pontual e que os protocolos de contingência foram acionados imediatamente.
Mesmo com a retomada das operações, a Anac avalia possíveis impactos ao longo do dia, uma vez que interrupções na região tendem a provocar efeito cascata em outros aeroportos do País, especialmente em voos com conexão em São Paulo.
Entre as companhias aéreas, a Azul informou ter registrado 12 cancelamentos e 6 voos alternados. “Os clientes afetados estão recebendo a assistência prevista pela Resolução 400 da Anac”, disse em nota. A empresa acrescentou que medidas como essas são necessárias para garantir a segurança das operações.
A Gol informou que suas operações em Congonhas, Guarulhos e Viracopos ficaram suspensas por cerca de uma hora e estão sendo retomadas parcialmente. “As equipes da Gol atuam para minimizar os impactos e prestar apoio aos clientes. Todos os passageiros impactados por cancelamentos e atrasos estão recebendo as tratativas previstas pela resolução 400 da Anac”, afirmou.
Procurada, a Latam não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.
Para mitigar os efeitos dos atrasos, Feierstein, da Anac, também estuda medidas como a possível extensão do funcionamento do aeroporto de Congonhas:
Tomaremos medidas para minimizar os impactos no Brasil inteiro. Há a possibilidade de estender o funcionamento de Congonhas para o impacto não durar mais do que um dia de funcionamento."
(Por Renan Monteiro, João Caires, Elisa Calmon e Ana Paula Machado)
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