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Moraes nega autorização para Bolsonaro ir a hospital fazer exames após queda

Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo

Defesa havia pedido autorização ao ministro Alexandre de Moraes para que o ex-presidente fosse  para o hospital para se submeter a exames - Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo
Defesa havia pedido autorização ao ministro Alexandre de Moraes para que o ex-presidente fosse para o hospital para se submeter a exames
Por Marcel Naves

06/01/2026 | 20h01

São Paulo, 06/01/2026 -  O ministro do STF Alexandre de Moraes negou autorização para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF), ser encaminhado para um hospital para ser examinado, após ele sofrer queda em sua cela na última madrugada. 
“O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, apontou Moraes no despacho. 
Na decisão de Moraes foi apontado que que não haveria “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”. Ele acrescentou ainda que a defesa de Bolsonaro foi aconselhada pelo médico particular, que o ex-presidente teria direito a fazer exames, “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”. 

A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, postou em suas redes sociais que o marido teve uma “crise”, durante a madrugada, enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça no móvel”.

A ex-primeira-dama lamentou ainda que o atendimento só ocorreu pela manhã desta terça, quando Bolsonaro foi chamado para a visita, às 9h. Essa demora, segundo ela, ocorreu porque o quarto “permanece fechado”. 
Ainda sobre o incidente, Michelle acrescentou que Bolsonaro não se recordava “quanto tempo ficou desacordado” e que seriam necessários exames para verificar eventual “trauma ou possível dano neurológico”.
Para a imprensa, o médico Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente, disse que Bolsonaro teve um “traumatismo leve”.

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