Brasil e mais cinco países divulgam posição conjunta sobre a Venezuela
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Por Renan Monteiro, da Broadcast
redacao@viva.com.brBrasília, 04/01/2026 - O Ministério das Relações Exteriores divulgou há pouco um posicionamento conjunto dos governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha sobre a situação da Venezuela. O comunicado cita preocupação com “apropriação externa” de recursos naturais da Venezuela e pede que a ONU atue para a desescalada de tensões, após o ataque dos Estados Unidos.
“Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos, o que se mostra incompatível com o direito internacional e ameaça a estabilidade política, econômica e social da região", diz um dos trechos do comunicado divulgado.
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O agrupamento de países é informal e ad hoc (apenas sobre a situação específica da Venezuela).
Em outra frente, é esperada para hoje uma reunião de ministros das Relações Exteriores no âmbito da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). Esse mecanismo intergovernamental é composto permanentemente por 33 países da América Latina e do Caribe.
Ofensiva dos EUA
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado pelos Estados Unidos na madrugada do último sábado. Ele foi indiciado nos Estados Unidos por "narcoterrorismo" e outras acusações. Ontem, em uma coletiva de imprensa na Flórida, Trump chegou a afirmar que o seu governo deve administrar a Venezuela até que uma transição seja concluída.
No comunicado divulgado hoje, os seis países, incluindo o Brasil, ressaltam o caráter da América Latina e do Caribe como zona de paz. Eles também fazem um apelo à unidade regional, independente de diferenças políticas.
Ontem, o presidente Lula disse que os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma linha “inaceitável”. Por outro lado, o presidente da Argentina, Javier Milei, compartilhou no X (Twitter) uma notícia sobre o ataque norte-americano e celebrou o feito.
O grupo de seis países, na declaração de hoje, reiteram que a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, com respeito à vontade do povo venezuelano e sem ingerências externas. “Reafirmamos que apenas um processo político inclusivo, liderado pelas venezuelanas e pelos venezuelanos, pode conduzir a uma solução democrática, sustentável e respeitosa da dignidade humana", afirmam.
Além de expressarem preocupação com as ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, os seis países avaliam que essas medidas “constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional baseada em normas, além de colocarem em risco a população civil".
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