Capanga de Vorcaro morreu por tentativa de suicídio, diz relatório da PF
Reprodução/Redes Sociais
São Paulo - A Polícia Federal entregou nesta quinta-feira, 23, ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relatório da investigação sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário" de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
No documento, a PF concluiu que os laudos e provas produzidas na investigação comprovaram que o óbito foi decorrente de uma tentativa de suicídio.
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A tentativa ocorreu enquanto o Sicário se encontrava nas dependências da Superintendência Regional da PF em Minas Gerais, onde estava detido, e que resultou em óbito dias depois, em unidade hospitalar.
Os detalhes do relatório estão sob sigilo. A investigação buscou verificar, por exemplo, com quem o Sicário conversou após ter sido preso e se em alguma dessas conversas houve qualquer incentivo para que se suicidasse, o que foi descartado.
O Sicário foi preso pela Polícia Federal em 4 de março e tentou suicídio no mesmo dia. O ato foi registrado por câmeras de segurança "sem pontos cegos", segundo as autoridades. A morte foi confirmada oficialmente no dia 6 e está registrada em cartório. O velório ocorreu no dia 8.
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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão era um dos homens de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro, e recebeu o apelido de "Sicário" que, segundo a própria PF, era condizente com as atividades que realizava para o dono do Banco Master.
Mourão seria o responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do banqueiro.
O Sicário de Vorcaro não chegou a cometer assassinatos, segundo a PF. Mourão era responsável pelo núcleo de intimidação e obstrução à Justiça (batizado de "A Turma" num grupo de WhatsApp encontrado no celular de Vorcaro).
Ele é acusado de obter informações sigilosas mediante acesso indevido a sistemas da PF, do Ministério Público Federal (MPF), do FBI e da Interpol.
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