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Carnaval em SP: Prefeitura anuncia novas medidas de segurança após tumulto

Felipe Marques/Zimel Press/Estadão Conteúdo

Superlotação no desfile do Bloco Skol provocou confusão generalizada no centro da capital paulista - Felipe Marques/Zimel Press/Estadão Conteúdo
Superlotação no desfile do Bloco Skol provocou confusão generalizada no centro da capital paulista
Por Estadão Conteúdo

10/02/2026 | 08h17 ● Atualizado | 09h39

São Paulo, 10/02/2026 - A Prefeitura de São Paulo anunciou na noite nesta segunda-feira, 9, novas medidas de segurança para o Carnaval de rua. Agentes da gestão municipal ficarão dentro dos trios dos megablocos na tentativa de evitar novos transtornos.

A medida ocorre após superlotação, tumulto e congestionamento em desfiles no último fim de semana, com foliões passando mal, público pressionado contra grades de contenção e pessoas subindo em beirais e banheiros químicos.

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Houve caos na Rua da Consolação no domingo, 8, devido à concentração simultânea de dois megablocos. O bloco Skol, cuja principal atração era o DJ Calvin Harris, e o Acadêmicos do Baixo Augusta foram marcados para desfilar no mesmo endereço em horários próximos (um começava às 11h e o outro, às 14h).

No sábado, 7, na região do Parque do Ibirapuera, durante o Quem Pede, Pede, com Ivete Sangalo, o desfile chegou a ser interrompido por 50 minutos por causa da superlotação.

A Prefeitura mudou o esquema para os megablocos no Ibirapuera. O trajeto na Avenida Pedro Álvares Cabral terá mais duas rotas de saída, uma pelo estacionamento do prédio da Assembleia Legislativa e outra pela Rua Abílio Soares. Foi justamente próximo à Alesp onde houve mais empurra-empurra no show de Ivete.

A gestão não esclareceu se o itinerário da Consolação, que ainda vai receber dois megablocos, terá ajustes. Mas determinou que postos de saúde móveis fiquem dentro do próprio circuito dos megaeventos.

A Prefeitura reitera que 6,4 mil GCMs estão destinados ao policiamento no Carnaval, 20% a mais que no ano passado. Os circuitos dos megablocos contam ainda com 482 câmeras do Smart Sampa e 23 drones para monitoramento durante todos os desfiles.”

'Sucesso'

Na manhã desta segunda, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) classificou o primeiro fim de semana de folia na cidade como “sucesso”. “Se considerarmos a quantidade de pessoas e as poucas ocorrências, a conclusão é que foi um sucesso”, disse em entrevista à GloboNews. Na avaliação dele, a infraestrutura montada pela gestão para atender os foliões “foi perfeita”.

Em nota na noite desta segunda, a Prefeitura voltou a dizer que o “pré-Carnaval foi um sucesso, sem incidente grave envolvendo os foliões”. “O desfile do DJ Calvin Harris, no domingo, aconteceu durante todo o percurso da Rua da Consolação seguido por milhares de pessoas em clima de festa”, declarou.

A gestão reforçou que o plano de contingência foi acionado e que as forças de segurança controlaram a situação. Segundo a administração, cinco pessoas precisaram ser levadas a hospitais, mas já foram liberadas.

Coordenador operacional da Polícia Militar e responsável pela organização do efetivo no Carnaval, o coronel Carlos Henrique Lucena defendeu a utilização de gradis de metal nos blocos, medida exigida pela Prefeitura.

Os gradis são móveis justamente para isso, para ter a possibilidade de abertura, ter a possibilidade de alargamento, de aumentar o fluxo. Por isso, eles precisam ser móveis, para ter a possibilidade de realizar as técnicas de descompressão”, disse ao Estadão. “Ficamos felizes por não ter pessoas feridas gravemente nesse evento (nos megablocos da Consolação).”

Caos na Consolação

O problema começou com o desfile do bloco de Carnaval Skol, que estava previsto para ter início às 11h30, com a apresentação dos artistas brasileiros Nattan, Xand Avião, Felipe Amorim e Zé Vaqueiro, na esquina da Rua da Consolação com a Rua Pedro Taques. Calvin Harris fecharia o bloco com um show a partir das 14h.

Pouco depois das 12h, no entanto, o bloco parou de andar, houve empurra-empurra e alguns foliões passaram mal. Os artistas interromperam por várias vezes a apresentação.

Houve foliões que se agarraram às grades de portões de prédios da Rua da Consolação para conseguirem um respiro; outros derrubaram grades para ocupar parte da área aberta do imóvel.

De acordo com a Prefeitura, a partir das 14h55, foi acionado um plano de contingência com ações como a abertura das transversais da Consolação para saída de público e bloqueio da entrada de novos foliões ao circuito. A partir desse momento, diz a gestão, “a Guarda Civil Metropolitana assumiu a frente da linha de condução do trio elétrico para que esse seguisse sem parada”.

Por volta das 16h, segundo a administração, “o desfile transcorria na região central sem incidentes”. A Prefeitura disse ainda que os postos médicos atenderam pessoas que procuraram o serviço, mas que não houve ocorrência grave registrada. No início da noite, segundo a Polícia Militar e os organizadores, a situação se normalizou e não houve registro de ocorrências graves.

Foliões relataram nas redes sociais as dificuldades e as cenas da confusão no pré-Carnaval. “Nunca vi a Consolação tão lotada”, escreveu um folião.

(Por Malu Mões)

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