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Cartões movimentaram R$ 1,1 trilhão no 1º trimestre de 2026, alta de 8,3%

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Cartão de crédito movimentou R$ 810,2 bilhões no trimestre - Adobe Stock
Cartão de crédito movimentou R$ 810,2 bilhões no trimestre
Por Broadcast

11/05/2026 | 11h54

São Paulo - O valor transacionado com cartões no Brasil somou R$ 1,1 trilhão no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 8,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O dado é da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e foi apresentado em coletiva de imprensa nesta segunda-feira.

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O resultado representa uma desaceleração em relação ao quarto trimestre, quando houve expansão de 9,3%. Segundo a Abecs, o movimento acompanha a perda de fôlego dos setores de comércio e serviços no início de 2026.

De acordo com o levantamento, o cartão de crédito movimentou R$ 810,2 bilhões no trimestre, um avanço anual de 12,8%. Em meio à crescente concorrência com o Pix, o cartão de débito movimentou R$ 236 bilhões, queda de 2,4%, enquanto o cartão pré-pago somou R$ 94,5 bilhões, incremento de 1%.

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No total, foram 11,7 bilhões de transações nos três primeiros meses do ano, um aumento de 3% na comparação anual. O resultado equivale a uma média de 132 milhões de pagamentos por dia no período.

O cartão de crédito respondeu pela maior parte do avanço, com 5,4 bilhões de operações, alta de 7,6%. O cartão de débito registrou 4 bilhões de transações, recuo de 1,3%, enquanto os cartões pré-pagos somaram 2,3 bilhões de operações, crescimento de 0,4%.

Os pagamentos por aproximação, em particular, atingiram R$ 504,8 bilhões no primeiro trimestre, uma expansão de 19,3% em base anual. Essa modalidade já representa 74,8% das transações presenciais, ante 69,6% em igual período do ano passado.

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Os gastos de brasileiros no exterior totalizaram US$ 5,3 bilhões nos três primeiros meses do ano, o que representa uma expansão de 37% no comparativo anual. Em real, considerando um câmbio médio de R$ 5,26 por dólar, o volume cresceu 23,2%, para R$ 27,9 bilhões. O número se compara com US$ 2,5 bilhões em gastos de estrangeiro no Brasil, alta de 10,6%, conforme dados do Banco Central.

(Por André Marinho)

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