Casa Branca vê Irã 'esmagado' e prevê domínio aéreo em breve
Reprodução/Site whitehouse.gov
São Paulo, 04/03/2026 - A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira que o regime do Irã está sendo "esmagado" pela ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos no país, destacando que as forças americanas já atingiram mais de 2 mil alvos iranianos desde o início das operações.
Durante coletiva de imprensa, Leavitt pontuou que a campanha tem quatro objetivos principais: destruir a marinha iraniana, eliminar a capacidade balística do país, impedir permanentemente que Teerã obtenha uma arma nuclear e neutralizar os grupos aliados do Irã na região. "Um dos objetivos dos Estados Unidos é destruir os mísseis balísticos do Irã", afirmou.
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Sucessão em Teerã não é foco
A porta-voz não listou uma mudança de regime em Teerã. Questionada sobre quem poderia assumir a liderança suprema do país no futuro, após relatos de que Mojtaba Khamenei, filho do ex-aiatolá Ali Khamenei, poderia emergir como sucessor, Leavitt sinalizou que essa não é uma questão central para a operação. "Teremos que esperar para ver", disse.
Leavitt disse ainda que as operações militares continuam avançando e indicou que Washington espera consolidar em breve a superioridade aérea no conflito.
"Esperamos ter domínio total do espaço aéreo iraniano em breve."
Mais cedo, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, também afirmou que Washington e Israel devem alcançar controle do espaço aéreo iraniano em "menos de uma semana", destacando que a campanha militar contra o país ainda está em estágio inicial.
Na mesma linha, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país está em uma posição forte no confronto e voltou a afirmar que a intenção é seguir em frente nas operações. "Estamos indo bem no fronte da guerra", disse Trump, durante sua participação em um evento com líderes do setor de tecnologia com propósito de discutir a infraestrutura para projetos de inovação. "Qualquer um que quiser ser líder do Irã, acabará morto", disse.
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Catar denuncia ataques a áreas civis
O primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, rejeitou nesta quarta-feira a afirmação do Irã de que ataques recentes de mísseis tinham como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e não o território catariano.
Em comunicado divulgado após telefonema com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, o governo do Catar afirmou que os ataques iranianos "claramente atingiram áreas civis e residenciais" dentro do Estado do Catar, incluindo regiões próximas ao Aeroporto Internacional de Hamad, além de infraestrutura vital e zonas industriais com instalações de produção de gás natural liquefeito (GNL).
O comunicado também pede a suspensão imediata desses ataques contra países da região e afirma que tais ações não demonstram boa vontade por parte do Irã em relação a seus vizinhos. O premiê reiterou ainda que o Catar privilegia o diálogo e a diplomacia, mas advertiu que o país responderá a qualquer agressão que ameace sua soberania, segurança e interesses nacionais. Segundo ele, os ataques "não podem passar sem resposta", citando o direito de autodefesa previsto no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas.
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