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Chefe da OMS supervisiona evacuação de cruzeiro com hantavírus

Reprodução/Antarctica Cruises

A embarcação, de bandeira holandesa, tem atracação prevista para a madrugada deste domingo - Reprodução/Antarctica Cruises
A embarcação, de bandeira holandesa, tem atracação prevista para a madrugada deste domingo
Por Broadcast

09/05/2026 | 10h32 ● Atualizado | 10h33

Tenerife - O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, deixou a capital da Espanha neste sábado, 9, rumo à ilha de Tenerife, nas Canárias, para supervisionar a evacuação de mais de 140 passageiros e tripulantes do cruzeiro MV Hondius.

A embarcação, de bandeira holandesa, foi atingida por um surto de hantavírus e tem atracação prevista para a madrugada deste domingo.

"Vamos supervisionar o desembarque seguro dos passageiros, dos membros da tripulação e dos peritos sanitários", garantiu Tedros. Segundo o chefe da agência, até o momento, nenhuma das pessoas que permanecem a bordo do cruzeiro apresenta sintomas relacionados à infecção pelo hantavírus.

Leia também: Risco de hantavírus é baixo entre humanos mas requer cuidados

Em nota publicada na rede social X, a OMS reforçou que continuará monitorando ativamente a situação, coordenando o suporte e repassando os próximos passos aos Estados-membros. "Por enquanto, o risco para a população das Ilhas Canárias e a nível mundial será baixo", tranquilizou a organização.

Operação internacional de resgate

Apesar de o grupo a bordo estar assintomático no momento, o surto da doença já deixou um rastro letal. Desde o início da crise sanitária no navio, três pessoas morreram e cinco passageiros que já haviam deixado a embarcação testaram positivo para o hantavírus.

A gravidade da situação mobilizou uma força-tarefa internacional de repatriação. Tanto os Estados Unidos quanto o Reino Unido já enviaram aviões fretados exclusivamente para evacuar seus cidadãos do cruzeiro.

Protocolos de isolamento

Para evitar que o vírus se espalhe em solo europeu, as autoridades de saúde montaram um esquema rigoroso de recepção.

A responsável pelos serviços de emergência da Espanha, Virginia Barcones, explicou que os passageiros serão transferidos para uma zona completamente isolada assim que pisarem em terra firme.

O governo da Holanda trabalha em conjunto com as autoridades espanholas para organizar a repatriação dos passageiros e tripulantes o mais rápido possível. As liberações dependerão do estado de saúde de cada indivíduo e das recomendações do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Enfermidades.

As diretrizes sanitárias estabelecidas incluem:

  • Quarentena prolongada: aqueles que não apresentam sintomas deverão permanecer em quarentena domiciliar durante seis semanas;
  • Monitoramento ativo: durante todo o período de isolamento, os pacientes serão vigiados de perto pelos serviços sanitários locais;
  • Apoio aos estrangeiros: como o navio possui bandeira neerlandesa, a Holanda está ajudando a alojar temporariamente pessoas de outras nacionalidades para que possam cumprir a quarentena sob vigilância médica.

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