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Combustíveis, exceto etanol, fecham 2025 quase estáveis, mas ICMS puxa alta em janeiro

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Elevação dos preços de combustíveis na bomba deverá causar efeito cascata e  pressionar fretes e alimentos, segundo a Brasilcom - Envato
Elevação dos preços de combustíveis na bomba deverá causar efeito cascata e pressionar fretes e alimentos, segundo a Brasilcom
Por Broadcast

02/01/2026 | 13h54 ● Atualizado | 17h10

Rio, 02/01/2026 - Os preços de combustíveis entram em 2026 em alta, puxada pela entrada em vigor das novas alíquotas do ICMS, uma vez que o tributo é embutido no preço pago pelo consumidor. Apenas com o impacto do imposto, o litro da gasolina terá acréscimo de R$ 0,10 este mês, com o ICMS passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Em 2025, os preços ficaram praticamente estáveis. A exceção foi o etanol, que liderou o aumento de preços do setor no ano passado, com alta de quase 5%.

De acordo com o diretor Jurídico de Administração e Assuntos Tributários da Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom), Cláudio Araújo, o aumento nos combustíveis pode pressionar outros setores, como o frete e o preço de alimentos. "A expectativa é de que os reajustes gerem efeito cascata nas próximas semanas, impactando o bolso do consumidor de maneira mais ampla", afirmou.

Ele ressalta que o etanol hidratado, utilizado diretamente nos veículos flex, não será atingido pela mudança da alíquota, informou o diretor. O tributo no etanol é calculado de outra forma, com alíquota porcentual definida por cada estado e aplicada com base em um valor médio de referência.

Diesel e GLP

A alíquota de ICMS do diesel e do biodiesel subiu de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, acréscimo de R$ 0,05 por litro e aumento de 4,4%. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, terá a alíquota elevada de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, equivalente a um reajuste de 5,7% e alta de R$ 1,05 por botijão (de 13 kg), informa a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecomércio).

Leia também: Receita publica portaria para combate a fraudes em importação de combustíveis

De acordo com a Petrobras, o ICMS corresponde a cerca de 23,7% da composição do preço da gasolina; 18,4% no caso do diesel; e 16,4% no Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

O etanol foi o maior vilão da inflação dos combustíveis no ano passado, mostra levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos. O biocombustível acumulou alta de 4,92% no ano, passando a custar, em média, R$ 4,56 o litro.

Já o preço médio do litro da gasolina em 2025 subiu 0,52%, para R$ 6,37 e do diesel S-10 registrou ligeira queda, de 0,88%, caindo a R$ 6,30, mostrou a ValeCard.

Dezembro

Em dezembro, o preço médio do etanol aumentou em 22 Estados, ainda segundo a ValeCard, considerando transações realizadas entre 1º e 28 de dezembro em mais de 25 mil postos credenciados em todo o País.

"Os dados de dezembro mostram um mercado de combustíveis mais estável, com reajustes pontuais e variações contidas na maior parte do País. O etanol foi o combustível que concentrou a maior pressão de alta no mês, enquanto gasolina e diesel apresentaram movimentos mais moderados, refletindo um cenário de menor volatilidade no fechamento do ano", afirmou o diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, Marcelo Braga.

Segundo o executivo, a elevação do preço do etanol em dezembro está diretamente relacionada à dinâmica sazonal do setor sucroenergético.

"Com o encerramento da safra de cana-de-açúcar e a entrada no período de entressafra, a oferta do biocombustível fica mais restrita justamente em um momento de maior demanda, impulsionado pelas férias e pelo aumento das viagens de fim de ano. Essa combinação pressionou os preços nas bombas e explica a alta mais acentuada do etanol em comparação com outros combustíveis”, acrescentou Braga.

Ano

Em levantamento realizado pela Agência Nacional Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 6,14, em dezembro de 2024, para R$ 6,22 na semana de 21 a 27 de dezembro de 2025, alta de 1,3%. Segundo a Fecombustíveis, a alta não refletiu as duas reduções de preço feitas pela Petrobras ao longo do ano, em 3 de junho e em 21 de outubro.

No acumulado do ano passado, a Petrobras reduziu o preço da gasolina em R$ 0,31 por litro ou 10,3%. Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 por litro pela estatal. Já o diesel passou de R$ 6,11, em dezembro de 2024, para R$ 6,08, no mesmo período de 2025, uma queda de 0,5%, segundo a ANP.

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