Consumo nos lares brasileiros sobe 1,95% em fevereiro, afirma Abras
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São Paulo - O consumo nos lares brasileiros cresceu 1,95% na comparação entre fevereiro de 2026 e fevereiro de 2025, segundo o monitoramento mensal da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Em relação a janeiro, o indicador registrou queda de 3,80%. Segundo a associação, essa retração se deu pelo efeito calendário, já que fevereiro teve menor número de dias e um sábado a menos, reduzindo o fluxo de consumidores nas lojas. No bimestre, o consumo acumula alta de 1,76%.
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O vice-presidente institucional da Abras, Marcio Milan, acredita que o crescimento na comparação anual é sustentado por um mercado de trabalho resiliente. Em fevereiro, ele lembra ainda que medidas de transferência de renda contribuíram para sustentar o consumo.
Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados.
A Abrasmercado, cesta de 35 produtos monitorados pela Abras, teve alta de 0,47% em fevereiro frente a janeiro. O valor da cesta passou de R$ 799,08 no primeiro mês do ano, para R$ 802,88 em fevereiro. No mesmo mês de 2025, o valor era maior: R$ 806,71.
Páscoa
Segundo o vice-presidente institucional da Abras, Marcio Milan, os supermercados já receberam as mercadorias encomendadas para o período de Páscoa, o que descarta riscos de desabastecimento em lojas em decorrência de uma eventual paralisação de caminhoneiros.
Nos supermercados temos situação estável e tranquila. Não há risco de desabastecimento.”
Os supermercados projetam alta de até 10% no volume de consumo das famílias na Páscoa de 2026 frente ao mesmo período de 2025, uma alta similar à que foi vista no ano anterior. O que deve se reverter, na visão de Milan, em um aumento mensal de volumes em março de cerca de 1% a 1,5%.
No entanto, ele pontua que a alta de 26,36% nos preços de chocolate em barra e bombom nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), limitam vendas da Páscoa na visão dos supermercadistas.
(Por Talita Nascimento)
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