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Desemprego sobe a 6,1% nos três primeiros meses de 2026, diz IBGE

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Renda média real do trabalhador foi de R$ 3.722, alta de 5,5% - Adobe Stock
Renda média real do trabalhador foi de R$ 3.722, alta de 5,5%
Por Broadcast

30/04/2026 | 10h10

Rio — A taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa alta em relação ao trimestre móvel até fevereiro (5,8%), mas queda frente ao mesmo período de 2025 (7,0%).

A população ocupada somou 101,976 milhões de pessoas no trimestre até março, uma redução de 1,022 milhão de vagas em relação ao trimestre anterior. Em um ano, porém, houve aumento de 1,465 milhão de ocupados. Já a população desocupada cresceu em 1,077 milhão no trimestre, totalizando 6,579 milhões de pessoas, enquanto, na comparação anual, 987 mil deixaram o desemprego.

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O nível de ocupação — proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — recuou de 58,9% no trimestre encerrado em dezembro para 58,2% no trimestre até março. Um ano antes, estava em 57,8%. A população inativa chegou a 108,555 milhões, com alta de 55 mil pessoas no trimestre e aumento de 478 mil em um ano.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.722 no trimestre encerrado em março, alta de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 374,8 bilhões, avanço de 7,1% na mesma comparação.

No mercado de trabalho, o número de empregados com carteira assinada no setor privado totalizou 39,167 milhões no trimestre até março, com abertura de 242 mil vagas frente ao trimestre anterior e criação de 504 mil postos em um ano. Os trabalhadores sem carteira somaram 13,28 milhões, 285 mil a menos no trimestre e 79 mil a mais na comparação anual.

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O contingente de trabalhadores por conta própria recuou em 149 mil no trimestre, para 25,96 milhões, mas cresceu em 607 mil em relação ao mesmo período de 2025. O número de empregadores aumentou em 79 mil no trimestre, para 4,231 milhões, e subiu 0,7% em um ano, o equivalente a 29 mil pessoas.

O trabalho doméstico perdeu 132 mil pessoas no trimestre, somando 5,438 milhões, com queda de 204 mil em um ano. Já o setor público registrou redução de 322 mil ocupados no trimestre, para 12,682 milhões, mas acumulou alta de 455 mil vagas na comparação anual.

A taxa de informalidade ficou em 37,3% no trimestre até março, com 38,084 milhões de trabalhadores informais. Houve redução de 623 mil pessoas nessa condição em relação ao trimestre anterior.

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O País tinha ainda 2,683 milhões de pessoas em situação de desalento no período, 37 mil a mais que no trimestre encerrado em dezembro, um avanço de 1,4%. Em um ano, 509 mil deixaram essa condição, queda de 15,9%. A população desalentada é composta por pessoas fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por diferentes razões.

No trimestre encerrado em março, faltava trabalho para 16,3 milhões de pessoas no País. A taxa composta de subutilização da força de trabalho subiu de 13,4% no trimestre até dezembro para 14,3% no trimestre até março, embora tenha recuado em relação aos 15,9% de um ano antes.

A população subutilizada cresceu 6,6% no trimestre, com acréscimo de 1,011 milhão de pessoas, mas caiu 10,1% na comparação anual, uma redução de 1,834 milhão.

A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 4,3%, ante 4,4% no trimestre anterior, totalizando 4,365 milhões de trabalhadores. Houve recuo de 147 mil pessoas nessa condição no trimestre e de 102 mil em um ano.

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