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Atlas/Bloomberg: Corrupção e violência lideram preocupações dos eleitores

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Corrupção é o principal problema do País para 58,7% dos brasileiros - Adobe Stock
Corrupção é o principal problema do País para 58,7% dos brasileiros
Por Broadcast

30/04/2026 | 08h00

São Paulo - Pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a percepção dos eleitores divulgada nesta quinta-feira, 30, aponta que a corrupção se mantém como o principal problema do País para 58,7% dos brasileiros. A criminalidade e o tráfico de drogas aparecem em seguida, com 51,7%, enquanto economia e inflação são citadas por 23,8% dos entrevistados.

Em relação ao levantamento anterior, houve leve recuo na percepção sobre corrupção (de 59,9% para 58,7%), criminalidade (de 53% para 51,7%) e economia (de 24,9% para 23,8%).

Por outro lado, cresceu a parcela dos que apontam o enfraquecimento da democracia como principal problema, de 12,8% para 15%, assim como os que citam extremismo e polarização, de 13,1% para 14,2%. Segundo a Atlas, 53% acham “muito provável” que haja revelações de grandes fraudes ou corrupção.

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O levantamento também mostra avaliação dividida sobre a situação econômica: 49% consideram o cenário atual ruim, 40% bom e 10% normal. Para os próximos meses, 48% acreditam em melhora, enquanto 41% projetam piora.

No campo político, os dois principais pré-candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), têm imagem negativa superior à positiva. Lula é visto de forma negativa por 53% e positiva por 45% (2% não sabem). Já Flávio registra 55% de imagem negativa e 42% positiva (3% não sabem).

Outros nomes também apresentam mais rejeição que aprovação. O ex-governador de Minas Gerais (Novo), Romeu Zema, tem 49% de imagem negativa e 43% positiva, enquanto Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, registra 48% negativa e 37% positiva. O ex-ministro Fernando Haddad (PT) aparece com 53% de avaliação negativa e 44% positiva.

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Entre lideranças do Congresso, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), concentram as maiores taxas de imagem negativa, com 81% e 87%, respectivamente.

Políticas do goveno

A pesquisa também avaliou políticas do governo. A “taxa das blusinhas” é considerada um erro por 60% dos entrevistados (imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido como).

Por outro lado, a gratuidade para medicamentos do Farmácia Popular é vista como acerto por 85%, e a isenção de Imposto de Renda para rendas abaixo de R$ 5 mil, por 77%.

Quando questionados sobre a revogação da “taxa das blusinhas”, 53,7% se dizem favoráveis ao fim da medida, 30,9% contrários e 15,4% não sabem.

O levantamento também abordou apostas on-line. Para 63,2% dos entrevistados, as chamadas bets trazem somente prejuízos à sociedade, enquanto 23,5% avaliam que há mais prejuízos do que benefícios. Apenas 0,6% enxergam mais benefícios ou somente benefícios.

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Sobre relações de trabalho, 55,7% são favoráveis ao fim da escala 6x1, ante 39,5% contrários. Na avaliação dos entrevistados, a mudança deve aumentar a qualidade de vida (63%) e a produtividade (55%), mas também pode elevar preços e inflação (47%), ampliar a informalidade (44%) e reduzir salários (41%). Para 37%, a medida pode aumentar o desemprego.

A pesquisa ouviu 5.008 pessoas por recrutamento digital aleatório, entre os dias 22 e 27 de abril. A margem de erro é de um ponto porcentual, com nível de confiança de 95%.

(Por Daniel Galvão e Gabriel de Sousa)

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