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Desigualdade salarial entre mulheres e homens aumentou desde 2023, diz MTE

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Mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que homens - Adobe Stock
Mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que homens
Por Broadcast

27/04/2026 | 12h02

Brasília - As mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que homens em empresas privadas com 100 ou mais empregados, segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira, 26, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A desigualdade salarial aumentou na comparação com 2023, quando era de 20,7%.

Considerando o salário mediano de contratação, as mulheres ganham 14,3% a menos do que os homens - também uma alta na comparação com 2023, quando a diferença era de 13,7%.

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O número de mulheres empregadas aumentou 11% entre 2023 e 2025, de 7,2 milhões para 8 milhões, o equivalente a 41,4% do mercado total. Em contrapartida, a massa de rendimentos feminina representa apenas 35,2% do total - uma alta frente aos 33,7% de 2023.

Para que os rendimentos chegassem a 41,4% do total, em linha com a participação feminina no mercado de trabalho, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos, de acordo com o MTE.

A proporção de empresas que afirmam promover mulheres aumentou de 38,8% para 48,7%. Já as ações de contratação de mulheres com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família permaneceram relativamente estáveis.

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O total de mulheres negras empregadas aumentou 29% entre 2023 e 2026, de 3,2 milhões para 4,2 milhões. O número de estabelecimentos com pelo menos 10% de mulheres negras no seu corpo funcional cresceu 3,6%, para 21.759 das 53,5 mil empresas consideradas.

Escala 6x1

Ao comentar os dados, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso é uma pauta visivelmente importante para mulheres, embora seja relevante também para homens.

"Evidente que é importante para homens e mulheres, mas é óbvio, está visível, está latente que essa jornada de trabalho é muito mais cruel para as mulheres", disse o ministro do Trabalho, defendendo a importância de agregar esforços para melhorar as condições das mulheres.

Marinho ainda defendeu que o voto em lista fechada - uma proposta de reforma política que já foi defendida pelo PT, mas não avançou - poderia servir para aumentar a participação das mulheres na política.

Segundo o ministro, os partidos poderiam ser obrigados a intercalar homens e mulheres nas listas, o que tenderia à paridade em cargos eleitos.

(Por Cícero Cotrim)

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