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Diarista que matou idosos em BH: o que já foi confirmado sobre o crime?

Reprodução/Redes sociais

O crime ocorreu na última terça-feira, 30, no apartamento das vítimas - Reprodução/Redes sociais
O crime ocorreu na última terça-feira, 30, no apartamento das vítimas
Por Paula Bulka Durães

03/07/2026 | 11h59

São Paulo - A investigação sobre a morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, ganhou novos desdobramentos após a prisão da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos.

Os exames toxicológicos realizados pela perícia detectaram a presença de um medicamento ansiolítico no sangue de Cláudio e Maria Clotilde.

O remédio atua no sistema nervoso e pode causar sedação profunda. Em conversas informais com os policiais após ser presa, a diarista confirmou ter colocado o medicamento na bebida do casal antes de cometer o crime.

A suspeita foi localizada e presa na madrugada desta quinta-feira, 2, na cidade de Itabira (MG). O crime ocorreu na última terça-feira, 30, no apartamento das vítimas, localizado no bairro São Pedro, região centro-sul de Belo Horizonte.

O caso é tratado pela Polícia Civil de Minas Gerais como latrocínio – roubo seguido de morte. 

Quem é a principal suspeita?

A polícia prendeu Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos. Ela é diarista, não possuía antecedentes criminais e cumpria o seu primeiro dia de trabalho na residência do casal de idosos.

A mulher foi indicada por um primo das vítimas, para quem ela já prestava serviços há um ano. Em depoimento, ele relatou que pode ter sido vítima de um golpe semelhante em junho.

O parente informou que estava em um bar com a funcionária e, após deixar sua bebida na mesa para ir ao banheiro, começou a passar mal. A diarista o levou para casa e, no dia seguinte, ele notou o sumiço de R$ 800 da carteira. Ao saber do caso do casal, ele procurou as autoridades.

Qual foi a motivação do crime?

A investigação aponta para motivação financeira. Familiares da suspeita informaram à polícia que ela estava emocionalmente instável e possuía dívidas com um agiota.

O inquérito confirmou que foram subtraídos do apartamento relógios, joias e celulares. Os aparelhos telefônicos já foram recuperados pelos policiais.

Como o crime ocorreu?

Os corpos foram encontrados com múltiplos ferimentos de faca. No entanto, a arma utilizada não foi localizada no apartamento. A partir de depoimentos e análises, a polícia estabeleceu que o crime ocorreu dentro da residência, entre 12h30 e 15h.

A diarista chegou no condomínio às 7h30, com entrada autorizada no apartamento. 

O que diz a suspeita?

Logo após ser capturada, a mulher alegou aos investigadores que não havia planejado o crime e que teria sofrido um surto psicótico. Contudo, durante o depoimento oficial, ela seguiu a orientação de sua defesa e optou por permanecer em silêncio.

O que aconteceu após o crime?

A perícia e as câmeras de segurança indicam que a suspeita tomou banho e trocou de roupas no próprio apartamento das vítimas antes de fugir. Ela deixou o prédio carregando diversas sacolas.

Em uma rua próxima ao condomínio, ela descartou uma blusa com manchas de sangue e pedaços de uma caixa de relógios em uma caçamba de lixo, materiais já recolhidos pela polícia.

Como ocorreu a fuga e a prisão?

Após sair do bairro São Pedro, a mulher seguiu para a região central de Belo Horizonte para vender os objetos roubados.

Em seguida, foi para sua residência em Ribeirão das Neves. Segundo testemunhas, ela confessou a familiares que havia 'feito uma grande besteira' e fugiu levando o seu filho de 6 anos.

A polícia a localizou a cerca de 110 quilômetros da capital mineira, na cidade de Itabira.  Agora, a investigação foca em descobrir se a diarista agiu sozinha na execução do crime ou se contou com a ajuda de terceiros para a fuga e a venda dos itens roubados.

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