Distribuição própria não livra município da grande São Paulo do racionamento
Envato
01/12/2025 | 16h51 ● Atualizado | 18h41
A prefeitura de São Caetano do Sul, que ocupa o topo da categoria de indicadores sociais do ranking da agência Austin Rating e aparece com destaque em diversos levantamentos sobre qualidade de vida, decidiu adotar o racionamento de água devido à queda no nível do Sistema Cantareira, que abastece a cidade e grande parte da Região Metropolitana.
A restrição no abastecimento vai das 19 horas às 5 horas da manhã, e deve perdurar até que o nível do sistema seja recuperado pelas chuvas. No município, a distribuição é feita pela empresa Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental) mas o abastecimento é da Sabesp, que desde agosto adotou a redução de pressão de água neste período do dia em diversas cidades atendidas por ela.
Sistema Cantareira
O nível do reservatório é o menor desde 23 de fevereiro de 2016, quando o sistema registrou a marca de 21,4%. No início do ano, o Cantareira contava com 60% do volume total disponível, valor alcançado pelas chuvas do final de dezembro de 2024 e de janeiro deste ano.
O que diz a Sabesp
O comunicado segue esclarecendo que em São Caetano do Sul, a implantação local da medida foi iniciada em 17 de novembro, conforme definido em reunião da Sabesp com a administração municipal e em alinhamento com a Arsesp, seguindo os mesmos critérios operacionais aplicados à RMSP. O município está operando, então, dentro dos parâmetros regulatórios que estabelecem 10 horas diárias de redução de pressão, de forma contínua e padronizada, contribuindo para o equilíbrio do sistema e a proteção dos mananciais.
A redução de pressão que a Sabesp vem aplicando, ocorre diariamente entre 19h e 5h, visando preservar os reservatórios que abastecem a região. Desde o início da medida, mais de 44 bilhões de litros de água foram economizados, contribuindo para conter a queda nos níveis dos principais sistemas produtores.
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Consumo deve crescer 25% até 2050
"Esse aumento do consumo é puxado pela ampliação da oferta de água, pela expansão demográfica, e o crescimento econômico do País, mas também por um aumento da temperatura do planeta, que tende a ser de 1ºC até o ano de 2050. Esses fatores combinados, fazem com que a previsão de aumento do consumo no Brasil seja da ordem de 25%, indo de 175 litros por habitante por dia para 219 litros por habitante por dia", afirmou a especialista.
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