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Em meio a tensão com a Groenlândia, Trump critica Otan, mas reitera apoio à aliança

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A Groenlândia (vila Aasiaat, na foto) tem sido alvo da cobiça do presidente dos EUA, que analisa com assessores opções de aquisição da ilha - Envato
A Groenlândia (vila Aasiaat, na foto) tem sido alvo da cobiça do presidente dos EUA, que analisa com assessores opções de aquisição da ilha
Por Broadcast

07/01/2026 | 14h55

São Paulo, 07/01/2026 - O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e questionou se estariam ao lado dos americanos em uma possível necessidade, mas logo reiterou o apoio de Washington à organização, em publicação feita na Truth Social nesta quarta-feira, em meio às tensões entre EUA, Dinamarca e Groenlândia.

"Sempre estaremos lá pela Otan, mesmo que eles não estejam lá por nós", escreveu, ao alegar que, por mais que tenha "encerrado" oito guerras, a Noruega, que é membro da Otan, "ingenuamente optou por não conceder" o Prêmio Nobel da Paz a ele.

Os comentários ocorrem dias após a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmar que um ataque dos EUA contra a Groenlândia representaria o "fim da Otan".

Leia também: Europa reage às declarações de Trump sobre possível anexação da Groenlândia

Em sua publicação, Trump disse que os EUA pagavam por outros integrantes da aliança militar, cuja contribuição em defesa "sequer chegava a 2% do Produto Interno Bruto (PIB)". Segundo ele, a situação mudou quando o republicano assumiu a Casa Branca, porque os outros líderes "são todos meus amigos" e aceitaram "facilmente" aumentar a participação para 5% do PIB. "Sem a minha intervenção, a Rússia teria TODA A UCRÂNIA agora", afirmou.

Ainda em relação à Moscou, ele avaliou que, sem Washington, a Rússia e a China não teriam "nenhum medo" da Otan. "Todos têm sorte de eu ter reconstruído nossas forças armadas no meu primeiro mandato e continuar fazendo isso. A única nação que a China e a Rússia temem e respeitam é a RECONSTRUÍDA DOS EUA POR Donald TRUMP", escreveu, sobre sua própria liderança.

Países europeus reforçam apoio à Groenlândia

Por meio de suas redes sociais, os países europeus estão reforçando a mensagem expressa em declaração conjunta assinada pelos líderes de França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca de apoio e defesa da Groenlândia.

O texto destaca que a segurança no Ártico continua sendo uma prioridade fundamental para a Europa e para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "Nós e muitos outros aliados aumentamos nossa presença, atividades e investimentos para manter o Ártico seguro e dissuadir adversários. O Reino da Dinamarca - incluindo a Groenlândia - faz parte da Otan", destaca o comunicado.

Os países europeus citam que a segurança da região deve ser alcançada coletivamente, juntamente com os Estados Unidos, e "sustentando os princípios da Carta da ONU, incluindo soberania, integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras. Estes são princípios universais, e não vamos parar de defendê-los".

O texto termina destacando que a "Groenlândia pertence ao seu povo".

'Opções de aquisição'

Ontem, a Casa Branca confirmou que Trump e sua equipe estão discutindo “opções de aquisição” para a ilha - o que poderia incluir o uso da força. O líder norte-americano argumenta que os EUA precisam controlar a Groenlândiam para garantir a segurança do território da Otan, diante das crescentes ameaças da China e da Rússia no Ártico.

Na última segunda-feira (5), o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielssen, reagiu com fortes declarações contra Trump, ao rechaçar a ideia de anexação e cobrar respeito ao direito internacional. Representantes dos governos da Groelândia e Dinamarca tentam - sem sucesso, segundo eles - uma reunião com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

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