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Embaixador diz que Irã definirá consequências de ataque no campo da batalha

Embaixador diz que a ação enaltece soberania e integridade territorial e também independência dos governo e classificou ataques como criminosos

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Por Broadcast

02/03/2026 | 13h15 ● Atualizado | 13h36

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Não há informações sobre vítimas brasileiras em ataques ao Irã, segundo embaixador - Adobe Stock
Não há informações sobre vítimas brasileiras em ataques ao Irã, segundo embaixador
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Brasília, 02/03/2026 - O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, agradeceu o posicionamento adotado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após os ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel que culminaram na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com Neokonam, a postura brasileira vai de acordo com os preceitos de direitos humanos e soberania.

"Recebemos a declaração e comunicado do governo brasileiro sobre os ataques e agressões dos EUA e do regime sionista contra o Irã. Agradecemos a condenação do ato de agressão dos EUA e do regime sionista pelo governo do Brasil. Acreditamos e vemos essa ação da parte do governo do Brasil como uma ação valorosa que dá atenção e valor aos valores do ser humano, de soberania e integridade territorial e também independência dos governos", afirmou o embaixador do Irã no Brasil em entrevista coletiva de imprensa concedida nesta segunda-feira, 2.

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Em nota à imprensa divulgada no sábado, 28, logo após o início dos ataques americanos e israelenses, o governo brasileiro emitiu uma nota condenando a ação e dizendo que ela expressa "grave preocupação". O Itamaraty também destacou que a ofensiva militar ocorreu diante de um processo de negociação entre os países envolvidos, posição historicamente defendida pelo Brasil.

Na coletiva de imprensa, o embaixador do Irã no Brasil disse que ainda não há informações sobre vítimas brasileiras no Irã.

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Nekounam classificou os ataques sofridos como "criminosos" e disse que o Irã "certamente" vai definir as consequências do ataque "no campo da batalha". Segundo ele, o acordo sobre energia nuclear foi "rasgado" em 2018 pelo presidente Donald Trump. Afirmou que havia reuniões em andamento justamente para discutir o assunto quando houve os ataques no último fim de semana. "De forma explícita, manifestaram que não buscam acordo nuclear, mas mudança no regime", afirmou Nekounam.

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Países vizinhos

Sobre os ataques que o Irã desferiu em resposta à ofensiva, Nekounam afirmou que não foram contra países vizinhos, e sim contra bases militares dos Estados Unidos que se encontram nestes locais.

O embaixador também afirmou que o mundo vive uma “situação geopolítica complexa” e que alguns países, assim como os Estados Unidos, buscam o unilateralismo. Nekounam declarou também que os vizinhos do Irã precisam pressionar Washington a parar de atacar o Irã.

Petróleo e fertilizantes

O embaixador do Irã no Brasil disse ainda esperar que a guerra não interfira no comércio de fertilizantes com o Brasil e outros países. Questionado também sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, ele disse que, "quando uma guerra ocorre, muitas coisas se envolvem durante a guerra", evitando mais detalhes sobre o assunto.

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(Por Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi)

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