Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

FGV: 7 em cada 10 trabalhadores conseguem bancar despesas essenciais

Adobe Stock

Para 75% dos entrevistados, alimentação é o item que mais peça no orçamento - Adobe Stock
Para 75% dos entrevistados, alimentação é o item que mais peça no orçamento
Por Broadcast

14/07/2026 | 09h50

Rio - Uma parcela de 69,1% dos trabalhadores conseguiu pagar suas contas essenciais nos últimos três meses - no trimestre encerrado em junho - com a renda auferida no período, avanço de 2,6 pontos porcentuais (p.p.) ante o mesmo período de 2025, de acordo com a Sondagem do Mercado de Trabalho, divulgada nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre FGV).

Entre as três maiores despesas que mais impactaram os orçamentos das famílias, a alimentação se mantém como o item mais citado, com 75% dos respondentes. Em seguida, as duas opções mais citadas foram contas de serviços públicos (50,3%) e aluguel ou financiamento de moradia (45,6%).

"Os resultados de junho mostram que a evolução do mercado de trabalho, especialmente com melhora na renda, permite que boa parte das pessoas consigam pagar suas contas básicas", disse o economista Rodolpho Tobler, do Ibre.

"Entre os itens que mais pesam, contas de serviços públicos e custo de transporte foram os que mais subiram na composição do orçamento das famílias, sendo o último muito relacionado com o aumento do preço dos combustíveis", explicou o economista.

Olhando para frente, afirmou Tobler, é esperado que o ritmo menos intenso do mercado de trabalho não permita uma reversão dessa tendência recente, mas o indicador ainda deve se manter em um patamar positivo, dado que a desaceleração deve ser gradual.

A sondagem mostrou ainda estabilidade dos indicadores de satisfação, com ligeira retração: o índice de muito satisfeitos foi de 12,5% em junho ante 12,6% em maio; os satisfeitos saíram de 64,1% em maio para 64% em junho; os neutros eram 16% em maio e 16,1% em junho. Os insatisfeitos eram 6,9% em maio e os muito insatisfeitos eram 0,4%, e ambos os índices se mantiveram iguais.

A proporção de pessoas que enxergam a renda atual do trabalho como suficiente para arcar com despesas essenciais caiu de 70,3% em maio para 69,1% em junho, enquanto o índice dos que dizem que não é suficiente foi de 27,9% em maio para 30,9% em junho.

(Por Juliana Garçon)

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Últimas Notícias