Brasil repete pior posição no Índice de Percepção da Corrupção
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10/02/2026 | 12h23
São Paulo, 10/01/2026 - O Brasil continuou na 107ª posição do Índice de Percepção da Corrupção (IPC), elaborado pela Transparência Internacional, divulgado nesta terça-feira, 10. Esse é o resultado de 2025, ano de casos gigantes de corrupção, como as fraudes do INSS, envolvimento do crime organizado no setor de combustíveis, do Banco Master.
O País também repetiu o nota, 35 de 100, a pior da série histórica. Quanto menor a nota, maior a percepção de corrupção no local.
Desde 2015, o Brasil esteve estagnado abaixo da média global dos países, que é 42. As piores pontuações foram registradas em 2024 (34 pontos) e 2023 (36 pontos), no terceiro governo de Lula (PT), em 2018 e 2019 (35 pontos), com Jair Bolsonaro (PL).
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Na série histórica, o Brasil pontuou melhor em 2012 e 2014 (com 43 pontos), em 2013 (42 pontos), durante o governo de Dilma Rousseff (PT), e 2016 (40 pontos), na transição para Michel Temer.
Esta edição avaliou 182 países com até 13 indicadores independentes que avaliam a percepção de especialistas, pesquisadores e executivos sobre comportamentos corruptos no serviço público e mecanismos de prevenção da corrupção. O Brasil foi avaliado com oito indicadores:
Os melhores classificados em 2025
- Dinamarca, com 89 pontos
- Finlândia, 88 pontos
- Cingapura, 84 pontos
Os piores classificados em 2025
- Somália, com 9 pontos
- Sudão, 9 pontos
- Venezuela, 10 pontos
Pontuaram próximos ao Brasil: Sri Lanka (também com 35 pontos); Argentina, Belize e Ucrânia (36 pontos, um a mais que o Brasil); e Argélia, Bósnia e Herzegovina, Indonésia, Laos, Malawi, Nepal e Serra Leoa (todos com 34 pontos, um a menos que o Brasil).
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O relatório “Retrospectiva 2025” analisa os avanços e retrocessos do País no combate à corrupção no último ano, apesar de não ter relação direta com o índice. Este menciona os casos de corrupção e megaoperações policiais que, para o diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil, Bruno Brandão, tiveram “escala inédita”.
“Embora o Brasil tenha chamado a atenção internacional em 2025, pela resposta firme e histórica do Supremo Tribunal Federal na responsabilização do ex-presidente Bolsonaro e outros conspiradores que atentaram contra a democracia, também chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita”, disse Brandão.
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