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Genial/Quaest: Flávio Bolsonaro lidera intenções de voto no segundo turno

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Dentro da margem de erro, os dois estão empatados tecnicamente - Envato
Dentro da margem de erro, os dois estão empatados tecnicamente
Por Broadcast

15/04/2026 | 08h45 ● Atualizado | 08h55

Brasília e São Paulo - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ultrapassou pela primeira vez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e lidera as intenções de voto no segundo turno da disputa presidencial, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15. 

Lula passou de uma vantagem de dez pontos porcentuais em dezembro, quando Flávio anunciou sua pré-candidatura, para uma desvantagem de dois pontos em abril, a pouco menos de seis meses da eleição.

Flávio tem 42% das intenções de voto no cenário de segundo turno contra Lula, que pontua 40%. Dentro da margem de erro, os dois estão empatados tecnicamente.

Leia também: CNT/MDA: Lula lidera cenários e tem menor rejeição que Flávio Bolsonaro

No primeiro turno, segundo a pesquisa, Lula tem 37% das intenções de voto. Flávio tem 32%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 6% e ainda não conseguiu ultrapassar a barreira dos dois dígitos nas pesquisas, diante de um cenário de alta polarização.

Esta é a primeira pesquisa Genial/Quaest divulgada após o prazo da desincompatibilização (momento em que políticos tiveram de deixar seus cargos para disputar a eleição) e da filiação partidária. É também a primeira com apenas um cenário de intenção de voto.

O cenário projetado pela pesquisa para o primeiro turno é o seguinte:

- Lula (PT): 37%
- Flávio Bolsonaro (PL): 32%
- Ronaldo Caiado (PSD): 6%
- Romeu Zema (Novo): 3%
- Augusto Cury (Avante): 2%
- Renan Santos (Missão): 2%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
- Aldo Rebelo (DC): 0%

Leia também: Datafolha: Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula no 2º turno das eleições

Simulações de segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Lula tem dois pontos porcentuais de desvantagem contra Flávio, mas continua à frente dos demais adversários. A seguir, os cenários:

- Lula 40% x 42% Flávio
- Lula 43% x 36% Zema
- Lula 43% x 35% Caiado
- Lula 44% x 24% Renan Santos
- Lula 44% x 23% Augusto Cury


No cenário espontâneo, quando os entrevistados são perguntados sobre em quem votariam, sem que nenhum nome seja apresentado, 19% disseram que votariam em Lula. É um ponto porcentual a mais que em março. O nome de Flávio foi citado por 13%, seis pontos porcentuais acima do registrado em janeiro e três pontos a mais que em março. 62% dos entrevistados se disseram indecisos (eram 69% em março).

Leia também: Em 2º turno Flávio Bolsonaro tem 48% e Lula, 42,6%, diz pesquisa Futura/Apex

Avaliação do governo

Lula é mal avaliado por 52% dos eleitores, segundo a Genial/Quaest. O porcentual dos que aprovam a gestão é de 43%, em queda desde dezembro, quando era de 48%.

De janeiro para abril, a variação foi negativa para Lula. Antes, 49% o desaprovavam e 48% o aprovavam. Do mês passado para agora, a distância entre aprovação e desaprovação aumentou dois pontos porcentuais, evidenciando um momento de desgaste do petista.

Leia também: Avaliação negativa do governo Lula se mantém em 40%, diz pesquisa Datafolha

Quando questionados sobre como avaliavam o governo, 42% disseram que viam a gestão de forma positiva; 31% afirmaram que enxergavam de forma positiva; e 26% disseram que viam de forma regular. 1% dos entrevistados não sabia ou não respondeu.

A queda na popularidade é acompanhada pela percepção cada vez pior sobre a condução do País e as notícias em relação ao governo federal. Para 58% dos entrevistados, o Brasil está indo na direção errada, enquanto para 34% está na direção certa.

Os eleitores continuam acreditando que veem mais notícias desfavoráveis ao governo (48%). Para 23%, há mais notícias favoráveis. Outros 27% disseram não ver notícias. Diante desse cenário, 59% afirmaram que Lula não merece continuar por mais quatro anos como presidente da República. Outros 38% defenderam a permanência do petista no Palácio do Planalto para um quarto e inédito mandato. Os porcentuais são praticamente os mesmos de um mês atrás.

A pesquisa também mostrou que o medo pela volta da família Bolsonaro ao poder continua presente, apesar de a continuidade de Lula também inspirar medo. Em março, por exemplo, 43% diziam ter mais medo de o petista se manter no poder do que de Bolsonaro voltar. Agora, são 42%. Do lado oposto, 42% afirmaram ter mais medo da volta do ex-presidente do que da manutenção do petista em março. Agora, são 43%. 

Leia também: Eleitores 60+ crescem 74% desde 2010 e ampliam participação eleitoral

As principais preocupações dos entrevistados se mantiveram parecidas com as de março. A violência permanece como o maior problema, com 27% das citações (mesmo porcentual do mês passado). A corrupção passou de 20% para 19%. Os problemas sociais, de 18% para 16%. A saúde oscilou de 13% para 14%. A economia, de 10% para 9%. A educação, de 6% para 7%.

Rejeição

Lula lidera a lista de rejeição entre os pré-candidatos à Presidência da República, com 55%, estável dentro da margem de erro. Em março, 56% diziam que não votariam nele de forma alguma.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é rejeitado por 52% dos eleitores e vê seu índice reduzir gradativamente desde dezembro de 2025. Na época, 60% diziam conhecer o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não votariam nele.

O que se convenciona chamar de rejeição é o porcentual equivalente aos entrevistados que dizem conhecer o candidato e que não votariam nele de jeito nenhum. A seguir, os números de todos os pré-candidatos:

- Lula (PT): 55%
- Flávio Bolsonaro (PL): 52%
- Ronaldo Caiado (PSD): 32%
- Romeu Zema (Novo): 31%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 26%
- Renan Santos (Missão): 19%
- Aldo Rebelo (DC): 21%
- Augusto Cury (Avante): 14%

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A pesquisa Genial/Quaest também mediu a percepção dos eleitores sobre Lula, Flávio e Caiado no quesito moderação. No caso do petista, os entrevistadores perguntaram se as pessoas o consideravam mais moderados que o PT e a amostra se dividiu: 42% responderam que sim e 42%, que não. No caso de Flávio, 39% o consideraram mais moderado que sua família, enquanto 45% disseram que não. Na mostra, 20% afirmaram que Caiado era o mais moderado de todos os candidatos, enquanto 39% rejeitaram essa visão.

Escolhas definitivas

A pesquisa mediu o quão certos de seus votos os eleitores estão. Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados disseram que suas escolhas são definitivas, enquanto 43% avaliaram que ainda podem mudar. Entre os que dizem votar em Lula, 65% estão certos da escolha, enquanto 35% podem mudar. entre os que dizem votar em Flávio, 60% dizem ser definitiva, enquanto 40% podem mudar. 

No caso de Caiado, 60% afirmaram que podem mudar de ideia quanto ao voto no ex-governador de Goiás, enquanto 40% estão certos de suas escolhas. Nos que dizem votar em Zema, 81% afirmaram que podem mudar e apenas 19% estão certos do voto. Os números indicam a possibilidade dos eleitores nos dois ex-governadores migrarem para outro candidato.

A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 13 de abril, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09285/2026. 

(Por Gabriel Hirabahasi e Geovani Bucci)

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