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Governo cumpre meta fiscal e fecha 2025 com déficit primário de R$ 10 bi

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Resultado significa que o Executivo cumpriu meta de déficit zero, com tolerância de R$ 31,734 bilhões - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Resultado significa que o Executivo cumpriu meta de déficit zero, com tolerância de R$ 31,734 bilhões
Por Broadcast

30/01/2026 | 12h26

Brasília, 30/01/2026 - As estatísticas fiscais divulgadas pelo Banco Central nesta sexta-feira, 30, mostram que o governo fechou 2025 com déficit primário de R$ 10 bilhões, quando consideradas as despesas excluídas da apuração da meta fiscal. Isso significa que o Executivo cumpriu o alvo, que era de déficit zero, com tolerância de R$ 31,734 bilhões para mais ou para menos.

Para chegar aos R$ 10 bilhões, é necessário partir do déficit primário total apurado no ano passado, de R$ 58,687 bilhões, e subtrair os R$ 48,683 bilhões em gastos excluídos da meta, como divulgado pelo Tesouro Nacional

A conta foi feita nesta sexta-feira pelo chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha, durante entrevista coletiva sobre as estatísticas fiscais.

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O resultado com base nas informações do BC é moderadamente melhor do que o divulgado pelo Tesouro na quinta-feira, 29. O órgão do Ministério da Fazenda havia calculado um déficit primário total de R$ 61,691 bilhões no ano passado, ou de R$ 13 bilhões quando consideradas as exceções.

O Tesouro partiu de um déficit de R$ 61,7 bilhões e, após as deduções necessárias, chegou a um déficit que está dentro do intervalo das metas. Então, se a gente partir de um déficit menor, que é esse déficit de R$ 58,7 bilhões, ao invés de R$ 61,7 bilhões, a gente, em vez de chegar a R$ 13 bilhões, vai chegar a R$ 10 bilhões e também estará no intervalo das metas", disse Rocha.

As duas metodologias são diferentes, mas a lei complementar 200, que instituiu o arcabouço fiscal, estabeleceu que a apuração de cumprimento da meta é feita com base nas estatísticas divulgadas pelo BC. Na coletiva, Rocha destacou que a autoridade monetária não é responsável por calcular o volume de exceções, apenas o resultado agregado.

(Por Cícero Cotrim e Marianna Gualter)

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