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Governo Trump reclassifica maconha medicinal e facilita pesquisas científicas

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A medida poderá contribuir para tratamentos mais seguros e informações mais consistentes para médicos e pacientes - Pexels
A medida poderá contribuir para tratamentos mais seguros e informações mais consistentes para médicos e pacientes
Por Broadcast

23/04/2026 | 19h27

São Paulo - O procurador-geral interino do governo Donald Trump, Todd Blanche, assinou, nesta quinta-feira, uma ordem que reclassifica a maconha medicinal licenciada por estados norte-americanos como uma substância de menor risco, em uma mudança política há muito defendida por ativistas do tema.

A medida não legaliza o uso medicinal ou recreativo da maconha sob a legislação federal, mas altera sua classificação regulatória.

Leia também: EUA: Trump assina ordem para acelerar uso médico de alucinógenos

A decisão transfere a substância da Lista I - que reúne drogas sem uso médico reconhecido e com alto potencial de abuso como heroína e LSD - para a Lista III, categoria menos restritiva, de substâncias como cetamina e alguns esteroides anabolizantes.

Crime federal

Possuir maconha nos Estados Unidos é um crime federal punível com multas e prisão. Vender ou cultivar maconha é uma ofensa mais grave, punível com penas de prisão de cinco anos a perpétua, dependendo da quantidade da droga. A ordem executiva não altera isso.

Na prática, a decisão abre espaço para benefícios fiscais a operadores licenciados de maconha medicinal e reduz barreiras para pesquisas científicas envolvendo a cannabis.

O governo Trump também afirmou que pretende acelerar o processo mais amplo de reclassificação da maconha, com a previsão de uma audiência marcada para o fim de junho.

Em dezembro, Trump havia determinado que sua equipe avançasse “o mais rápido possível” na reclassificação da substância.

No sábado, ao assinar uma ordem executiva relacionada a psicodélicos, o presidente chegou a demonstrar insatisfação com a demora no andamento do tema.

Alternativas de tratamento

Segundo Blanche, o Departamento de Justiça está “cumprindo a promessa do presidente Trump” de ampliar o acesso a alternativas de tratamento médico.

Ele afirmou ainda que a mudança permitirá mais pesquisas sobre segurança e eficácia da substância, o que pode contribuir para tratamentos mais seguros e informações mais consistentes para médicos e pacientes.

O uso medicinal da maconha nos EUA já é permitido em 40 estados e em Washington.

Nos últimos doze anos, o número de jurisdições que legalizaram a maconha recreativa para adultos aumentou rapidamente para 24 estados e Washington, D.C. À medida que mais estados adotaram a maconha, mais pessoas passaram a usá-la.

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