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Irã adverte os EUA contra uma invasão terrestre

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O Paquistão informou que a Arábia Saudita, a Turquia e o Egito enviarão seus principais diplomatas a Islamabad para negociações - Adobe Stock
O Paquistão informou que a Arábia Saudita, a Turquia e o Egito enviarão seus principais diplomatas a Islamabad para negociações
Por Broadcast

29/03/2026 | 09h04 ● Atualizado | 09h14

Teerã, 29/03/2026 - As forças do Irã "estão aguardando a chegada das tropas americanas em solo iraniano para incendiá-las e punir seus parceiros regionais para sempre", disse o presidente do parlamento do país, Mohammad Bagher Qalibaf, neste domingo.

Os comentários surgiram em um momento em que as potências regionais planejam se reunir no Paquistão para discutir como pôr fim aos combates no Oriente Médio, com a chegada de cerca de 2.500 fuzileiros navais americanos à região e a entrada dos rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, na guerra que já dura um mês.

Leia também: Protestos contra Trump e guerra no Irã reúnem milhares nos EUA

Qalibaf acrescentou: "nossos disparos continuam. Nossos mísseis estão posicionados. Nossa determinação e fé aumentaram.”

O Paquistão informou que a Arábia Saudita, a Turquia e o Egito enviarão seus principais diplomatas a Islamabad para negociações. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que ele e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, mantiveram "extensas discussões" sobre as hostilidades regionais.

A guerra ameaçou o fornecimento global de petróleo e gás natural, provocou escassez de fertilizantes e interrompeu o tráfego aéreo. O controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz afetou os mercados e os preços.

A entrada dos houthis pode prejudicar ainda mais o transporte marítimo global se eles voltarem a atacar embarcações no estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, por onde normalmente passa cerca de 12% do comércio mundial. Fonte: The Associated Press

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