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Irã diz que ataques de Israel ao Líbano ameaçam trégua com os EUA

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Alvos foram locais onde a inteligência israelense identificou atividades do regime - Adobe Stock
Alvos foram locais onde a inteligência israelense identificou atividades do regime
Por Broadcast

09/04/2026 | 10h18 ● Atualizado | 10h18

São Paulo - O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que a continuidade dos ataques de Israel ao Líbano “tornará as negociações sem sentido” e indicou que Teerã manterá postura firme diante de violações do cessar-fogo, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Segundo ele, “nossas mãos permanecem no gatilho” e o país “nunca abandonará seus irmãos e irmãs libaneses”.

Em Tel Aviv, Israel afirmou nesta quinta-feira ter matado Ali Yusuf Harshi, assessor, secretário e sobrinho de Naim Kassem, líder da milícia libanesa Hezbollah, durante intensos ataques aéreos que atingiram Beirute na véspera. O Hezbollah não comentou imediatamente.

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Pezeshkian classificou as ofensivas israelenses como “violação flagrante” do acordo inicial de trégua e um “sinal perigoso de engano e falta de compromisso” com eventuais entendimentos.

Na mesma linha, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que violações do cessar-fogo com Estados Unidos e Israel “acarretam custos explícitos e respostas fortes”.

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Ele reforçou que o Líbano e o chamado “Eixo da Resistência”, formado por aliados do Irã na região, são “parte inseparável” de qualquer entendimento de trégua, acrescentando que “não há espaço para negação ou recuo” sobre a inclusão do país nas negociações.

O alerta ocorre em meio a divergências entre Irã e Estados Unidos sobre os termos do cessar-fogo de duas semanas acordado nesta semana. Washington sustenta que o acordo não abrange o Líbano, enquanto Teerã insiste no contrário e acusa Israel de violar a trégua com bombardeios recentes.

O Irã também condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim das ações militares americanas e israelenses na região.

Reações internacionais

As ações militares provocaram reações internacionais e ampliaram preocupações sobre a fragilidade do cessar-fogo. Em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que a soberania libanesa “não deve ser violada” e que “a segurança da vida e dos bens civis deve ser garantida”, defendendo moderação e “redução das tensões regionais”.

Na Europa, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, declarou que as ações israelenses colocam sob pressão o cessar-fogo e defendeu que a trégua seja estendida ao território libanês.

Autoridades britânicas também expressaram preocupação: a chanceler Yvette Cooper disse estar “profundamente preocupada” e classificou os ataques como “completamente errados”, afirmando que a continuidade das ações militares tem provocado deslocamentos em massa e agravado a crise humanitária no Líbano.

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O presidente da França, Emmanuel Macron, orientou todas as partes a respeitarem integralmente o cessar-fogo, inclusive no Líbano. Em conversas com líderes do Irã e dos Estados Unidos, afirmou que a interrupção das hostilidades “foi a melhor possível” e deve abrir caminho para negociações mais amplas.

No primeiro dia do cessar-fogo, dados da plataforma de análises Kpler indicaram que apenas quatro embarcações com rastreadores ligados passaram pelo Estreito de Ormuz. O levantamento não inclui navios da chamada “frota escura”, que operam com rastreadores desligados e frequentemente transportam petróleo iraniano sob sanções.

(Por Pedro Lima e Estadão, com informações da Associated Press)

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