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Irã intensifica ataques contra infraestrutura de energia do Golfo Pérsico

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Sirenes de alerta soaram em diversos países do Golfo e também em Israel - Adobe Stock
Sirenes de alerta soaram em diversos países do Golfo e também em Israel
Por Broadcast

19/03/2026 | 08h00

Dubai – No 20º dia da guerra no Oriente Médio, o conflito entrou em uma nova fase de escalada, com ataques diretos à infraestrutura de energia no Golfo Pérsico e aumento das tensões diplomáticas entre potências globais.

O Irã intensificou nesta quinta-feira ofensivas contra instalações energéticas de países árabes da região, em retaliação ao ataque de Israel, na véspera, contra o campo de gás natural de South Pars, em território iraniano. Sirenes de alerta soaram em diversos países do Golfo e também em Israel.

Leia também: Por mais petróleo, EUA aliviam sanções contra a Venezuela em meio à guerra

No Catar, uma instalação de gás natural pegou fogo após ser atingida por mísseis iranianos, e um navio foi alvo de ataque na costa do país. Nos Emirados Árabes Unidos, uma embarcação incendiou-se no mar, enquanto duas unidades de gás em Abu Dhabi foram fechadas após bombardeios.

A Arábia Saudita informou ter interceptado drones iranianos direcionados a campos de gás, enquanto Bahrein e Kuwait também relataram ter sido atingidos.

A ofensiva ocorre após o bombardeio iraniano à Cidade Industrial de Ras Laffan, importante polo energético do Catar, elevando ainda mais a preocupação com o abastecimento global. Em meio à escalada, o preço do petróleo ultrapassou US$ 110.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington não foi informado previamente sobre o ataque israelense ao campo de South Pars e declarou que os israelenses não devem voltar a atingir o local.

No entanto, fez uma ameaça direta ao Irã: caso o Catar volte a ser atacado, os EUA poderão responder com a destruição total do campo de gás iraniano, “com uma quantidade de força e poder que o Irã nunca viu”.

No campo diplomático, o presidente da França, Emmanuel Macron, pediu uma moratória imediata sobre ataques a infraestruturas civis, especialmente de energia e água, após conversas com Trump e o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani. Macron ressaltou a necessidade de proteger civis e garantir a segurança do abastecimento energético.

A proposta foi rebatida pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que criticou o líder francês por não condenar ações de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, classificando sua postura como “triste”.

Em paralelo à escalada externa, o governo iraniano anunciou a execução de três homens detidos durante os protestos de janeiro. Segundo a Justiça do país, eles foram condenados por esfaquear dois policiais até a morte na cidade de Qom, em manifestações que haviam sido duramente reprimidas.

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