Israel e Irã rompem trégua de 2 meses e retomam ataques no Oriente Médio
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Dubai – Após dois meses de trégua, Israel e Irã voltaram a trocar fogo nesta segunda-feira, 8, em uma escalada que ameaça arrastar novamente o Oriente Médio para um conflito de larga escala.
As forças israelenses informaram que duas ondas de mísseis foram lançadas pelo Irã em resposta à ofensiva de Israel contra alvos militares no centro e no oeste do território iraniano. O regime iraniano decidiu retomar os ataques após Israel bombardear Beirute na véspera.
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Em contra-ataque, Israel lançou bombardeios contra Teerã, Isfahan, Karaj e Tabriz. O Irã fechou o espaço aéreo ao redor do Aeroporto Internacional Imã Khomeini, principal terminal do país, em meio à retomada das hostilidades.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que Israel utilizou mísseis balísticos lançados do ar, mas não forneceu detalhes sobre os alvos atingidos. As agências semioficiais iranianas Fars e Mehr informaram que os bombardeios atingiram uma fábrica petroquímica na cidade de Mahshahr, na província de Khuzestan. As forças israelenses confirmaram ter atingido a unidade.
Na manhã desta segunda-feira, pelo horário local, as forças de Israel detectaram uma terceira onda de mísseis lançados pelo Irã contra o país. A população foi orientada a buscar abrigo.
A Guarda Revolucionária informou ainda ter atacado duas bases militares israelenses como parte do que chamou de “Operação Vitória”. Um dos alvos da ofensiva iraniana foi a cidade de Dimona, no sul de Israel, considerada o centro do programa nuclear israelense.
A escalada também envolveu aliados regionais de Teerã. Sirenes de alerta soaram em várias partes de Israel após a detecção de um míssil lançado do Iêmen, onde atuam os rebeldes houthis apoiados pelo Irã. O artefato não provocou danos.
Os houthis confirmaram o disparo de mísseis contra Israel e afirmaram que voltarão a alvejar embarcações afiliadas ao país no Mar Vermelho.
Na Arábia Saudita, sirenes de alerta de mísseis soaram nas proximidades de uma base aérea que abriga forças dos Estados Unidos, na Província de Al Kharj. Posteriormente, o governo saudita informou que não houve danos na região.
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