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Lewandowski fala em 'limitações políticas e orçamentárias' ao pedir demissão

Tom Costa / MJSP

Ricardo Lewandowski não chega a completar dois anos à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que assumiu em fevereiro de 2024 - Tom Costa / MJSP
Ricardo Lewandowski não chega a completar dois anos à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que assumiu em fevereiro de 2024
Por Broadcast

08/01/2026 | 19h01

Brasília, 08/01/2025 - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, apresentou hoje seu pedido de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na carta, Lewandowski disse ter a “convicção” de que exerceu “as atribuições do cargo com zelo e dignidade”, mas reforçou as “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias” enfrentadas à frente da pasta.

“Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”, declarou.

Leia também: Lula assina PL Antifacção para "mostrar como se enfrenta crime organizado"

A carta foi assinada nesta quinta e entregue a Lula. Lewandowski deixará o cargo nesta sexta-feira, 9, a pedido. O ministro alegou “razões de caráter pessoal e familiar”.

'Privilégio'

“Ressalto que tive o privilégio de continuar servindo ao País - depois de aposentar-me como ministro do Supremo Tribunal Federal - sob a inspiradora liderança de Vossa Excelência (Lula), sempre comprometida com o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros”, disse o ministro.

Não há uma definição, até o momento, sobre quem vai assumir o Ministério da Justiça no lugar de Lewandowski. Também não há um posicionamento definitivo sobre se a pasta será dividida em duas ou não. O secretário-executivo, Manoel Carlos, é uma pessoa de confiança de Lewandowski e não há definição sobre se deixará o cargo junto do ministro ou se fará um processo de transição para o próximo chefe da Justiça.

Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública em fevereiro de 2024. Desde então, atuou principalmente na ponte do governo com o Supremo Tribunal Federal, Corte da qual o ministro se aposentou em 2023, e para estabelecer medidas de combate ao crime organizado e de reforço à segurança pública.

Combate a facções

A equipe de Lewandowski elaborou o texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) para estabelecer atribuições do governo federal em relação à segurança pública, além do projeto de lei de endurecimento no combate às facções criminosas. As duas propostas foram enviadas ao Congresso. O PL antifacção foi aprovado pela Câmara e pelo Senado, mas precisa de uma última análise dos deputados. A PEC da segurança pública ainda está em estágio inicial e não foi votada em nenhuma das duas Casas.

(Por Gabriel Hirabahasi e Gabriel de Sousa)

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