Linha 6-Laranja do Metrô terá primeiras estações abertas em junho; confira
Pablo Jacob/Governo do Estado de SP
São Paulo - A Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo terá sua primeira etapa inaugurada até o fim de junho. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante entrevista para a Jovem Pan, que confirmou a abertura do trecho entre as estações João Paulo I e Perdizes.
Nesta fase inicial, seis estações começarão a receber passageiros: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompéia e Perdizes. A operação marca o início do funcionamento de uma das obras de mobilidade urbana mais aguardadas da capital paulista.
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Segundo o cronograma divulgado pelo governo estadual, a expectativa é que, até o final de 2026, o serviço seja ampliado entre Brasilândia e Perdizes. A conclusão total da linha, chegando até a estação São Joaquim, está prevista para o próximo ano.
Linha 6-Laranja
Quando estiver totalmente concluída, a Linha 6-Laranja ligará as zonas norte, oeste e central da cidade de São Paulo. O trajeto completo terá conexão com a Linha 1-Azul na estação São Joaquim.
Conhecida como "Linha das Universidades", a nova ligação passa por importantes instituições de ensino superior da capital, incluindo PUC, Faap, Mackenzie, Unip, FMU, Uninove e Centro Universitário São Camilo.
A expectativa é que o ramal transporte cerca de 633 mil passageiros por dia após a entrega completa da operação. Um dos principais benefícios previstos para os usuários é a redução no tempo de deslocamento entre Brasilândia e São Joaquim. Atualmente, o percurso pode levar cerca de uma 1h30 utilizando diferentes meios de transporte.
Com a Linha 6-Laranja em funcionamento integral, a viagem deverá ser realizada em aproximadamente 23 minutos, segundo estimativas do projeto. Confira o mapa:
Atraso de 6 anos
A construção da Linha 6-Laranja foi anunciada originalmente em 2008. Na época, a previsão era iniciar as obras até 2010 e concluir o empreendimento em 2020.
A licitação foi concluída apenas em 2013, dentro do primeiro modelo integral de parceria público-privada (PPP) para uma linha de metrô no Estado. O contrato previa investimentos de R$ 9,6 bilhões, incluindo construção e operação.
As obras começaram em 2015, mas enfrentaram paralisação em 2016 após dificuldades financeiras do consórcio responsável. Empresas envolvidas no projeto foram impactadas pelos desdobramentos da Operação Lava Jato, o que dificultou a obtenção de financiamento de longo prazo.
Na época, todas as empresas do consórcio contratado foram alvo da operação. O grupo tentava conseguir um financiamento de longo prazo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sem sucesso devido ao envolvimento na investigação. As máquinas pararam em setembro de 2016, por falta de recursos.
Em 2017, o consórcio começou a tentar vender a concessão. O Estado chegou a anunciar a rescisão do contrato em 2018. Em novembro de 2019, antes da conclusão do processo, a empresa espanhola Acciona comprou a operação e assumiu a conclusão das obras.
A Acciona assinou o contrato de R$ 15 bilhões para construção do ramal em julho de 2020. O prazo contratual para finalização era outubro de 2025.
R$ 19 bilhões
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) diz que houve atualizações do escopo do projeto, revisões técnicas, reprogramações de cronograma e períodos de paralisação, além de correção monetária dos valores ao longo do tempo.
Atualmente, o custo total de construção da linha é de R$ 19 bilhões, segundo a Artesp. "O custo atual reflete a atualização dos valores contratuais, a incorporação de ajustes técnicos e operacionais, além de impactos decorrentes de eventos inesperados", afirma a agência.
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