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Conjuntivite viral no inverno: veja sintomas e cuidados para evitar contágio

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O clima mais gelado induz as pessoas a passarem mais tempo em locais fechados, o que facilita o contágio - Adobe Stock
O clima mais gelado induz as pessoas a passarem mais tempo em locais fechados, o que facilita o contágio
Por Emanuele Almeida

21/07/2026 | 08h10

São Paulo - A queda das temperaturas em São Paulo não traz apenas a sensação de frio, mas também cria um ambiente altamente favorável para a disseminação de doenças contagiosas, como a conjuntivite viral. Isso porque o clima mais gelado induz as pessoas a passarem mais tempo em locais fechados e sem a ventilação adequada, o que facilita o contágio.

O oftalmologista do H.Olhos, Leopoldo Ribeiro, alerta que o quadro não deve ser negligenciado ou tratado como uma mera irritação ocular passageira, dada a sua alta taxa de transmissibilidade.

Muitas pessoas acreditam que se trata apenas de uma irritação passageira nos olhos, mas a conjuntivite viral pode se espalhar com muita facilidade entre familiares, colegas de trabalho e estudantes. Quanto mais cedo os sintomas forem reconhecidos e as medidas de prevenção forem adotadas, menor será o risco de transmissão do vírus."

Segundo o especialista, o inverno não é o causador direto da infecção, mas as mudanças de hábito durante a estação criam o cenário perfeito para surtos do vírus em ambientes domésticos, corporativos e escolares.

Os principais sinais de alerta descritos pelo médico incluem:

  • Vermelhidão intensa;
  • Sensação de corpo estranho;
  • Areia nos olhos;
  • Coceira;
  • Inchaço das pálpebras;
  • Lacrimejamento e secreção aquosa.

O quadro geralmente afeta um olho e logo passa para o outro, podendo também vir acompanhado de sintomas de resfriado, como febre baixa e dor de garganta.

Como se proteger

Para conter a propagação, que ocorre majoritariamente pelo contato direto com objetos contaminados ou secreções, Ribeiro orienta a adoção de medidas preventivas simples, porém rigorosas.

O oftalmologista recomenda a higienização frequente das mãos, evitar coçar ou tocar os olhos e jamais compartilhar itens de uso íntimo, como fronhas, toalhas, colírios e maquiagem.

Além disso, o médico sugere que os pacientes infectados evitem cumprimentos com contato físico e, se possível, fiquem em casa durante o pico de transmissão para proteger a comunidade ao redor.

Embora a conjuntivite viral seja uma doença autolimitada que costuma desaparecer sozinha após alguns dias, Leopoldo Ribeiro destaca que a avaliação médica é indispensável para um diagnóstico preciso.

Ele explica que o tratamento é focado no conforto do paciente, feito através de compressas frias e lubrificantes oculares prescritos em consultório. O especialista adverte severamente contra a automedicação, especialmente o uso de corticoides ou antibióticos, e ressalta a urgência de suspender o uso de lentes de contato até a recuperação total do paciente.

Caso o paciente sinta dor intensa, sensibilidade extrema à luz ou perceba uma piora na visão, a busca por atendimento oftalmológico deve ser imediata.

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