Conjuntivite viral no inverno: veja sintomas e cuidados para evitar contágio
Adobe Stock
São Paulo - A queda das temperaturas em São Paulo não traz apenas a sensação de frio, mas também cria um ambiente altamente favorável para a disseminação de doenças contagiosas, como a conjuntivite viral. Isso porque o clima mais gelado induz as pessoas a passarem mais tempo em locais fechados e sem a ventilação adequada, o que facilita o contágio.
Leia também
O oftalmologista do H.Olhos, Leopoldo Ribeiro, alerta que o quadro não deve ser negligenciado ou tratado como uma mera irritação ocular passageira, dada a sua alta taxa de transmissibilidade.
Muitas pessoas acreditam que se trata apenas de uma irritação passageira nos olhos, mas a conjuntivite viral pode se espalhar com muita facilidade entre familiares, colegas de trabalho e estudantes. Quanto mais cedo os sintomas forem reconhecidos e as medidas de prevenção forem adotadas, menor será o risco de transmissão do vírus."
Segundo o especialista, o inverno não é o causador direto da infecção, mas as mudanças de hábito durante a estação criam o cenário perfeito para surtos do vírus em ambientes domésticos, corporativos e escolares.
Os principais sinais de alerta descritos pelo médico incluem:
- Vermelhidão intensa;
- Sensação de corpo estranho;
- Areia nos olhos;
- Coceira;
- Inchaço das pálpebras;
- Lacrimejamento e secreção aquosa.
O quadro geralmente afeta um olho e logo passa para o outro, podendo também vir acompanhado de sintomas de resfriado, como febre baixa e dor de garganta.
Como se proteger
Para conter a propagação, que ocorre majoritariamente pelo contato direto com objetos contaminados ou secreções, Ribeiro orienta a adoção de medidas preventivas simples, porém rigorosas.
O oftalmologista recomenda a higienização frequente das mãos, evitar coçar ou tocar os olhos e jamais compartilhar itens de uso íntimo, como fronhas, toalhas, colírios e maquiagem.
Além disso, o médico sugere que os pacientes infectados evitem cumprimentos com contato físico e, se possível, fiquem em casa durante o pico de transmissão para proteger a comunidade ao redor.
Embora a conjuntivite viral seja uma doença autolimitada que costuma desaparecer sozinha após alguns dias, Leopoldo Ribeiro destaca que a avaliação médica é indispensável para um diagnóstico preciso.
Ele explica que o tratamento é focado no conforto do paciente, feito através de compressas frias e lubrificantes oculares prescritos em consultório. O especialista adverte severamente contra a automedicação, especialmente o uso de corticoides ou antibióticos, e ressalta a urgência de suspender o uso de lentes de contato até a recuperação total do paciente.
Caso o paciente sinta dor intensa, sensibilidade extrema à luz ou perceba uma piora na visão, a busca por atendimento oftalmológico deve ser imediata.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.